Lorenzo narrando. O som dos grilos dá o ritmo da caminhada silenciosa mas que m*l posso me conter. A palma pequena e quente dela está em minha mão, os olhos cobertos por um lenço de tecido macio que amarrei com cuidado, minutos atrás, dentro de casa. Ela riu nervosa quando pedi que confiasse em mim. E confiou. Como sempre. E agora estamos no meio da fazendo, viemos de carro, mas eu fiz questão de criar isso longe de qualquer um, Angelina merece privacidade. — Aonde estamos indo, padrinho? — a voz doce dela corta a quietude do caminho de terra, que mesmo sendo curto é devagar com ela andando vendada. — Já disse... é surpresa. Confia em mim, Angel — minha voz sai mais grave do que eu esperava, estou nervoso. Sei que estou tenso. Cada passo é um teste para o meu controle, porque o chei

