CAPÍTULO 33

1262 Palavras

Eu juro… queria sair dali e meter a porrada na cara do Arnaldo. Tirar essa história a limpo, olhar na cara dele e perguntar como teve coragem. Mas quando ela me segurou pelo braço, com a voz baixa e trêmula dizendo "Fica… não faz nada agora… por favor. Fica comigo." Eu fiquei. Fiquei porque ela já tinha aguentado demais por mim. Porque por mais que a raiva me corroesse, o amor que ela tinha por mim doía mais. Agradeci a Ayla com um abraço apertado. E também a amiga da Bruna a tal da Jaqueline por não ter deixado ela fugir. Quando elas saíram, o silêncio ficou pesado. Mas ali estávamos nós dois, como sempre: com feridas abertas e um amor intenso demais pra caber no peito. Me sentei no sofá, e ela na minha frente, sentada na beira da poltrona. Mãos inquietas. Olhar baixo. - Pode m

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