CAPÍTULO 45

1278 Palavras

Eu juro que tentei manter a pose, manter o controle. Mas tava difícil. Muito difícil. Desde que voltei pra casa, Bruna parecia que tava jogando contra a minha recuperação. Micro roupa, b***a empinada, andar de passarela dentro de casa... ela sabia o efeito que causava em mim. E fazia de propósito. Só podia. Discutimos mais cedo, coisa b***a, mas sabe quando o sangue ferve? E pra piorar, ela some pro quarto do Arthur e me deixa no vácuo, todo virado no modo pitbull contido. A campainha me tirou do transe. - E aí, doutor! - Jaqueline, debochada como sempre, já abrindo passagem. - Fala aí... - respondo, tentando manter a educação. Não demora muito e Arthur já sai correndo e se pendura no pescoço dela. - Não vão demorar, é só um sorvetinho no calçadão. - Bruna diz, sem sequer me olhar.

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