Quarta- feira.
Justin chegou ao prédio, poucos minutos depois. Disse para seus seguranças esperarem na entrada e subiu para o apartamento dela.
Os dois não se esbarraram na porta por muito pouco, ele a olhou com as malas nas mãos, e com os olhos inchados de tanto chorar.
- Onde você está indo?
- Oque está fazendo aqui? Deixou seus irmãos sozinhos?
- Eles não estão sozinhos. E não tente mudar se assunto. - disse rápidamente, com a voz alterada e os olhos arregalados. - Onde você está indo?
- Isso não é da sua conta.
- Olhe, me escute. Por favor. - ele a puxou pelos braços, e chegou mais perto. Mas ela se soltou imediatamente.
- Oque tem para me dizer? - ela estava muito irritada. - Que não consegue se controlar perto de mim? Que não pose ficar sozinho comigo, sem poder me beijar? Por que é só isso que você sabe me dizer.
- Eu juro que não sou essa pessoa que você pensa que eu sou.
- Então me diz, quem você é? Me conte uma novidade?
- Quer saber? - ele olhou para seus pés um instante, e em seguida se concentrou nos olhos dela.
- Sim. - cruzou os braços.
- Eu estou... completamente, apaixonado por você Letícia.
- Ah! - ela revirou os olhos, rindo dele. - E agora, o nome disso é paixão?
- Isso é muito sério. Eu... não resisto cada vez que sinto o seu cheiro, sua pele... sua boca. - seu olhar era quente, - Eu simplesmente não me controlo, caramba! - ele passou as mãos nos cabelos, em sinal de desespero.
É difícil, eu não consigo mais ficar um minuto sem pensar em você. Na primeira vez que eu te vi, queria apenas s**o, eu confesso. Mas... depois, depois eu descobri que quero bem mais que isso. Eu quero ficar com você, cuidar de você, quero te proteger. - sua voz estava calma agora. Quase um sussurro.
- Oh! - ela não pôde se conter, as lágrimas vieram novamente, caindo de seus olhos sem parar. - Cuidar de mim? Me proteger? Justin, você só quer me agarrar à toda hora, me beijar à força... isso tem nome, mas não é paixão. É obsessão!
- Já te pedi desculpas antes. Quer que eu te peça de joelhos? - ele se ajoelhou no chão. - Eu te peço, me perdoe. Por favor.
- Não faça papel de garotinho apaixonado, que você já é um homem adulto! Só se faz de criança quando quer alguma coisa. Convencido! Acha que todas as garotas do mundo devem cair aos seus pés e ficar com você na hora que você bem quer, e quando quer.
Ele a olhou perpléxo quando se colocou de pé. Seus olhos castanhos claros estavam vermelhos de fúria, ao mesmo instante brilhantes e súplicantes.
- Então, eu apareço na sua vida. - ela continuou calmamente, respirando com dificuldade. - Não vou para a cama com você, e você resolve fazer isso tudo? - ela abaixou a voz, agora estava implorando. - Você pode ter que você quiser neste mundo Justin. Vê se me esquece.
Quando ela deu dois passos para ir embora, o Justin segurou seu braço a puxando para perto dele. Trouxe o rosto dela para junto do seu, e acariciou suas bochechas com o polegar.
- Eu não estou mentindo. Eu estou me apaixonando por você. Eu sinto que isso é verdade. Sou louco por você.
Ele encostou sua testa na dela, e fechou os olhos. Estavam muito perto um do outro, mas pareciam estar separados por dois quilômetros.
- Isso mesmo... - ela se afastou de repente. - Você é louco. Só quer provar para si mesmo e para todos, que consegue todas as garotas que quer. Mas eu não sou tão i****a!
- Isso... não é verdade! - o peito dele subia e descia sob sua camiseta branca. - Me dê uma chance de eu te mostrar que oque sinto, é real.
- Eu estou te dando chances desde o dia em que eu te vi pela primeira vez! Não sou burra. Adeus Justin.
Ela atravessou a sala, na direção da porta.
- Eu não vou poder suportar te ver ir embora. Não sei oque vou fazer sem você depois... eu não vou deixar.
Ela deu um sorriso forçado. Por que a última coisa que queria fazer naquele momento era sorrir.
- Oque vai fazer? Você pode mandar nos seus empregados e em todos. Mas não manda em mim! Vê se evita mais escandâlos Justin Bieber!
Ela tentou abrir a maçaneta, mas o Justin puxou o braço dela com muita força. Quando ela olhou para a mão dele apertando seu braço, o olhou assustada, e em seguida com raiva.
- Você está me machucando! Me solta!
O Justin a largou, e viu que seu aperto tinha deixado as marcas de seus dedos no braço dela. Após alguns segundos agonizantes de silêncio, ela correu quase que imediatamente para o elevador que ficava bem em frente ao seu apartamento.
O Justin arrancou os próprios cabelos, e deu um grito alto. Em seguida, pegou um copo de vidro que estava sob a mesa de centro e arremeçou na parede, espalhando cacos por todo o tapete.
- d***a!
Ele correu para a janela da sala, a abriu e se sentou no parapeito com as pernas penduradas para fora do prédio.
Lá em baixo só se via a avenida com os carros e luzes dos semáforos.
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