Capítulo 68

1282 Palavras
Caroline Matolly Narrando - Desde que cheguei aqui, tentei o máximo possível ficar no quarto, não quero atrapalhar a vida dele em nada, na verdade não deveria nem estar aqui. Mas foi a única opção que tive pro Antônio não me achar por enquanto. Sempre fui sozinha e sempre gostei do meu espaço, acho que temos que respeitar sempre o espaço das pessoas e sinto que estou invadindo o dele. Então por isso não saio do quarto. - Ele quase não para em casa, deve ta fazendo as coisas dele tudo na rua por que estou aqui. Não sei se ele costuma trazer mulheres pra cá, também não me importa. Mas ele não iria trazer alguém pra cá eu estando aqui, pelo menos espero isso. Tudo bem que a casa é dele, mas e o respeito? Não quero ficar escutando gemido de ninguém, não sou obrigada. Esses dias fiquei muito m*l com todo o cenário que se encontra minha vida, queria poder falar com minha mãe mas estou sem celular e pretendo ficar um bom tempo sem, pra ele me achar pouco custa. - Desci já era tarde e mais uma vez ele não estava, sempre fiquei sozinha mas agora isso está me incomodando. Será porque é ele? De verdade eu nem sei, todo dia penso também sobre a noite da suite e como aquela noite foi mágica, eu daria tudo pra voltar naquele dia. Mas pra ele foi só uma noite qualquer, suas atitudes mostram isso. Ele me ver como uma mulher normal e isso é frustrante. Cada dia que se passa eu me sinto mais atraída e apaixonada por ele, não sei o que ele tem, mas tudo nele eu admiro, tudo nele me chama atenção, tudo nele me completa e esse sentimento só cresce. E lidar com esse certo desprezo não esta sendo fácil, não é que eu queira namorar, casar, construir uma família e tals. Só queria que ele não fingisse que nada aconteceu, porque aconteceu. Pode não ter significado pra ele mas teve pra mim. - Fiquei sentada vendo uma série sobre direito, de código penal e por um momento consegui me distrair, esse sofá é tão aconchegante que quando sentei parece que ele me abraçou hahahaha. Essa casa é um sonho de toda mulher, eu fico encantada com cada detalhe, nem sei se foi ele que escolheu. Mas se foi, ele tem um ótimo gosto. Estava distraída quando ele chegou, falou comigo o básico e foi em direção a cozinha, já esta meio que chato essa situação. - Até que ouvi ele falando no rádio meio que baixo, mas deu pra escutar perfeitamente. Que não queria que ninguém entrasse aqui sem a permissão dele, fiquei pensando diversas coisas. Será que é por conta daquela maluca que ele fica? Ou porque ninguém pode saber que estou aqui. Olha, que fadiga Senhor. - Ouvi os barulhos da escada e vi que ele subiu, resolvi fazer um lanche pra gente, caso ele queira comer. Quebrar um pouco esse gelo, já que estamos "morando" juntos, temos que ter uma convivência agradável. - Lanchamos em paz e conversamos, confesso que foi um alívio saber que não estou incomodando e ele parecia ser sincero. Agradeci ele por tudo, independente de qualquer coisa, nunca vou me esquecer do que ele tem feito por mim, ele é um anjo. Agora vamos viver em paz, pelo menos até essa guerra começar e sei que vai demorar pra acabar. Não consigo lembrar do meu pai sem sentir ódio e raiva, ele conseguiu despertar todos os sentimentos ruins em mim como ninguém nunca conseguiu. Sei que isso pode passar e estou falando isso por conta da raiva. - Voltei pra sala pra continuar a série enquanto ele estava sentado lá na cadeira pensando em sei lá o que. Não demorou muito, ele veio pra sala e sentou do outro lado do sofá e ficamos nessa, ele mexendo no celular dele e eu na minha série. Até que o rádio dele tocou. - Rádio On.. VT: Digão na escuta? Digão: Que saudade é essa mano. - Até ri do jeito que eles falam um com outro hahaha VT: Mano, a Luana tá aqui na barreira, to meio afastado dela. Mas ela ta em prantos dizendo que a Caroline sumiu tlg. Ela tá fora de si mano e eu não sei o que fazer não. Digão: Marca aí. - Rádio Of.. - Ele falou e se virou pra mim. Digão: Você quer que ela venha aqui? Sendo que isso pode trazer riscos pra você e pra ela. Caroline: Eu não quero colocar a vida de ninguém em risco, mesmo querendo muito ver minha amiga. - Falei com os olhos marejados. - Ele não disse nada e voltou a falar no rádio. - Rádio On.. Digão: Pode subir com ela aqui pra casa. VT: Valeu. - Rádio Of. - Fiquei encarando ele por uns minutos, sem entender nada. Primeiro ele fala que ela subindo pode nos colocar em risco e agora deixa ela subir. Caroline: Você não disse que era perigoso? Não to entendendo mais nada. Digão: E é, mas sei que vocês precisam desse momento. E nada vai acontecer, vocês estão sobre minha proteção, pode ficar tranquila. Caroline: Eu não sei como te agradecer por tanto. - Fui até ele e dei um abraço apertado, que demorou mas retribuiu. Digão: Relaxa morena. Caroline: Desculpas hahaha fiquei um pouco empolgada. Digão: Pode ficar empolgada mais vezes, gostei. - Falou sínico. Caroline: Que horror Digão hahaha Digão: Acho que você pode subir e trocar de roupa né. Sua amiga esta chegando e por acaso o VT também. - Falou meio sem jeito. Caroline: Ta, to indo. - Disse indo em direção as escadas, sera que ele tá com ciúmes de mim ou eu to ficando maluca? - Subi animada, coloquei um short jeans e um cropped rosa bebê, fiz um coque no cabelo e to pronta. Desci as escadas, parei na cozinha, bebi um copo de água e voltei pra sala e eles ainda não tinham chego. Digão: Não mudou muita coisa não cara hahaha Caroline: Deixa de ser folgado, vai cuidar da vida das tuas mulheres. Digão: Mulheres? Então quer dizer que agora eu sou o Salomão? hahahaha Caroline: Deve ser mesmo. - Falei ficando meio p**a com o rumo dessa história. Digão: E esse bico todo ai? Ta com ciúmes? Caroline: Já te disse que só tenho ciúmes do que é meu. Digão: Não sou teu porque tu não quer, você só me usou. Isso sim. - Disse rindo da minha cara Caroline: Como é que é? Eu te usei? Olha, melhor a gente parar por aqui se não eu vou ser obrigada a te dar umas porradas e não posso porque você é bandido. - Falei impaciente, ele ta conseguindo me irritar. Digão: Ué, me usou mesmo. Ainda fica ai toda brabona achando que tá na razão. Eu que fui usado não to metendo marra desse jeito. - Continuou rindo como se isso tivesse graça. Caroline: Te usei o c*****o, não fui nem na intenção de fazer nada. Você que ficou me atentando. Então a culpa é sua. - Falei apontando pra ele. Digão: Pra quem não estava afim de fazer nada você estava bem safadinha hahahahah imagine se tivesse, na verdade não quero nem imaginar que meu garoto já fica animado. Caroline: Cara, como tu consegue falar essas coisas assim? Meu Deus hahahaha - Um dos seguranças informou no rádio que o VT estava no portão e paramos com essa discussão boa, mas estou incrédula com ele dizendo que foi usado. E eu achando a mesma coisa hahahaha ele só pode esta zoando com a minha cara.
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