Maite narrando Continuação — Você só servia pra uma coisa, Maite. — O sorriso dela ficou c***l. — Encher a minha conta bancária. Minhas pernas ficaram moles por um segundo. — Do que você está falando? — sussurrei. — Rosângela… continuou te pagando pra me esconder da minha família? Ela jogou a cabeça pra trás e riu. Mas não era riso normal. Era riso de gente doente. — Ela achava que você estava morta, sua trouxa. — Ela limpou uma lágrima de riso. — Eu nunca contei pra ela que você sobreviveu. Meu coração parou por meio segundo. — Ela só soube que você estava viva quando te viu na rua… por acaso. – O chão fugiu dos meus pés. Ainda tentei entender. — Então… como assim eu só servia pra te dar dinheiro? Ela se aproximou, devagar. Como quem gosta da dor do outro. — Seu querido papa

