Maite narrando Quando a Olivia abriu a porta, a cara dela derreteu na minha frente. Ficou branca igual farinha. Parecia que tinha visto um espírito, uma assombração, passando voltando pra puxar o pé. Os olhos dela arregalaram tanto que eu quase ouvi o susto bater no seu peito. — Olivia… — falei devagar, sentindo cada sílaba cortando o ar. — Tá me olhando assim por quê? Tá vendo fantasma? Ela piscou umas três vezes, como quem tenta acordar do pesadelo, depois puxou o ar de volta pros pulmões, toda travada. — Maite… eu… eu não esperava te ver aqui. Cruzei os braços, subindo a sobrancelha. — E não vai me convidar pra entrar? Ou vou ficar aqui plantada igual penetra de festa que ninguém chamou? — Claro, entra — ela se apressou, quase tropeçando pra abrir mais espaço. Assim que botei o

