Lisandra narrando Meu corpo já estava todo dolorido de tanto ficar amarrada, sem conseguir me mexer. Cada músculo meu gritava por alívio, mas eu sabia que não adiantava lutar. Estava presa, indefesa, nas mãos de um psicopata. E a fome… ah, a fome era quase insuportável. A última coisa que eu tinha comido tinha sido o café da manhã com o meu pai. Parecia uma eternidade. Será que eles iam me deixar morrer de fome? Saí dos meus pensamentos com o som da porta se abrindo. O mesmo homem que eu tinha visto mais cedo entrou na cela. Seus olhos frios e calculistas me percorreram de cima a baixo, me causando um arrepio na espinha. — Quem é você? — perguntei, tentando manter a voz firme, apesar do medo que me consumia. — O que você quer comigo? Ele deu uma risada fria e assustadora. — Com você

