Olivia narrando Eu estava sentada na ponta do sofá, encarando o relógio da parede como se ele tivesse obrigação de me entregar uma resposta. O tempo passava, e com ele a pressão nas minhas costas só aumentava. Humberto não ia aceitar mais uma desculpa esfarrapada. Eu já tinha prometido que ia me aproximar da Maite, que ia envenenar a mente dela contra o Corvo, que ia plantar discórdia, jogar intriga, fazer ela duvidar até da própria sombra. Mas até agora? Nada, naquele dia que ela esteve aqui a Maite parecia outra parecia blindada. E Humberto… ah, Humberto não era homem de paciência. Eu respiro fundo, o meu coração batendo pesado, pensando em que desculpa convincente eu podia inventar dessa vez. Talvez dizer que Maite começou a desconfiar… ou que o Covo não me deixa chegar perto que ele

