Lisandra narrando Continuação O carro seguia em silêncio, mas não era um silêncio leve. Era pesado, sufocante, carregado de ameaça. O Caveira dirigia com a mão firme demais no volante, a outra batendo na perna num ritmo que eu conhecia bem: ele estava se segurando. Lavínia, calada no banco de trás, observava tudo com aquele olhar de delegada que acha que controla o mundo. Caveira soltou a primeira indireta sem nem olhar pra trás: — Se alguma coisa acontecer com a Lisandra ou com os meus filhos… alguém vai sumir do mapa. Lavínia arqueou a sobrancelha. Eu rolei os olhos. — Caveira, para esse carro agora. — Minha voz saiu firme. Ele olhou pra mim com aquele “não enche” estampado na cara. — Lisandra… — Para, p***a. Agora. Ele estacionou no acostamento. O motor ainda vibrando, a t

