MARIANNA THOMAZ Nos últimos dias, por mais que eu tentasse me convencer de que estava segura, algo dentro de mim gritava o contrário. Era um medo surdo, constante, que se aninhava no meu peito e não me deixava respirar direito. Gabriel fazia de tudo para me proteger, eu sabia disso, e ver o quanto ele se desdobrava para manter tudo sob controle só me fazia amá-lo mais, mas o fantasma de Simas parecia rondar cada sombra, cada passo meu. Era como se, a qualquer momento, eu pudesse ouvir aquela voz fria, aquele riso debochado. Eu sabia do que ele era capaz, e o simples pensamento de que pudesse tocar em mim de novo… ou, pior, no nosso bebê… fazia meu estômago se revirar. Desde que soube que ele havia saído da prisão, não tive coragem de sair de casa. Gabriel colocou uma equipe inteira par

