MARIANNA THOMÁZ O tempo passou como se eu estivesse presa em um pesadelo do qual não conseguia acordar. A cada minuto que avançava, a realidade se tornava mais dura, mais c***l e mais impossível de ignorar. A venda era um fato, irreversível, Simas, aquele verme disfarçado de gente, foi mais rápido do que eu, vendeu sua parte do bistrô sem nem me consultar, como se arrancasse de mim não só metade do negócio, mas metade de mim, epior… logo ficaria insustentável pra mim. Eu não tinha como arcar sozinha com as dívidas, única opção era vender minha parte ao novo sócio, ou melhor, ao novo dono. E doía. Doía mais do que qualquer coisa que eu já tivesse sentido na vida, mas de alguma forma, por mais dilacerada que estivesse, eu estava começando a aceitar, não porque quisesse, mas porque não h

