6 - Beijo roubado

1345 Palavras
Sofia — Sofia? — o professor me chamou a atenção. — Eu te fiz uma pergunta. — Ah, sim! Desculpe, o senhor pode repetir? Estava pensando em outra coisa. — o professor me olhou feio. — Se você não quer participar da aula, pode se retirar. — ele falou, ríspido. — Estou participando da aula, professor. Não há motivo para ficar estressado só porque eu não respondi uma pergunta, uma vez sequer. Até porque eu sempre respondo suas perguntas. — o professor me olhou feio, mas o respondi na mesma altura. — Carlo, responda você. — O Carlo olhou para mim, antes de começar a responder à pergunta do professor. Se divertindo com a minha desgraça. — O que deu em você, Sofia? — a Giulia falou, baixinho. — Parece estressada, dispersa e ainda está respondendo o professor. Logo você, a aluna preferida. — Não é nada. Eu só não estou em um bom dia. — o sinal tocou e eu juntei minhas coisas rapidamente. — O Alef perguntou por você, naquele dia na festa. — Se Alef quisesse alguma coisa comigo, ele teria me pedido em namoro. — Talvez ele peça. Vou dar uma festa na sexta-feira e você tem que ir. — Você acha que é fácil convencer os meus pais a me deixar sair? E agora estou sem o carro, ele bateu em uma árvore, lembra? — Nossa, você é muito imprudente, Sofia. — A culpa não foi minha, foi daquele idiiota de olhos negros. — Quem? — Ninguém. — dei de ombros e sai da sala. Só de pensar em enfrentar o tal de Damon de novo, me irritava. — Eu vou mudar o nome dele para Demon, que é demônio. Exatamente o que ele é. — a Giulia me olhou, confusa. Assim que sai da universidade, o Damon estava no estacionamento, encostado no carro, me esperando. Me senti instantaneamente furiosa, assim que o vi. — Meu Deus, amiga. Esse seu segurança é maior gostoso, me apresenta ele. — Ele não é para o seu bico e nem vai gostar de você. — É só me apresentar e o resto deixa comigo. — Ele é gay. — Não é não. — É, sim. Completamente gay. Ele namora o Antonio. — Que porr@, não brinca. Aquele seu motorista velho? — Ele mesmo. — ela olhou de mim para o Damon, ainda sem acreditar. Não que me importasse com quem ele saia, mas não queria minha amiga saindo com o meu segurança, ia ser estranho. — Gata! — Alef veio correndo até mim, me abraçou e tentou me beijar. Eu me afastei. — O que foi? — Meu segurança está ali. — Que seja! Por que você não foi para a festa? Eu te esperei lá. — É mesmo? Eu sofri um acidente no caminho. — Ah, notei você andando estranho. Bom, mas na próxima você vai, não é? Estou com saudades de você. — ele tocou o meu queixo. — Não me toque assim. Acho melhor eu ir, nós falamos depois. — sai andando em direção, o Damon me olhava com raiva. Era isso, ou ele jogar o Alef no teto da Universidade. Assim que me aproximei do carro, ele abriu a porta do passageiro para mim. — Eu vou sentar atrás. — Não vai não, você vai sentar bem do meu ladinho. — ele segurou meu braço. — Me solte! Vou gritar para os seguranças. — ele abriu um sorriso sarcástico. — Eles estão do lado de fora, não vão te escutar, lindinha. Entra no carro, se não quiser que fale a seu pai que você anda namorando por aí. — o empurrei e entrei no carro com raiva. — Eu odeio você! — ele sorriu e sentou ao meu lado, colocando o cinto. — Vamos ter que mudar isso, porque você não pode odiar o seu namorado. — Você não é meu namorado! — E quem é? Aquele idiiota que estava tocando em você? Eu já disse que não quero que ele te toque, da próxima vez que eu ver, vou ter que ir até ele e não vai ser nada legal. — o olhei com raiva. — O que você quer comigo, Damon? Por que está fazendo isso? — ele sorriu, dando partida no carro. — Coloque o cinto, se não quiser que coloque para você. Só podia ser um inferno, esse homem que não saia do meu pé e agora deu para me ameaçar e achar que é meu dono. Namorado? Como ele ousa! Eu tinha que falar com o meu pai. Assim que chegamos em casa, mais uma vez o Damon não destravou o carro, só para me irritar. — Abre o carro! — Por que você é sempre tão brava, principessa? Tão linda e sempre rosnando como um cão raivoso. Mas devo dizer… — ele tocou nos meus cabelos. — Que isso me deixa e******o, então pode continuar. — Eu vou falar com o meu pai. Fique sabendo disso. — Pode falar, aproveite e fala que estamos namorando. — Nós não estamos namorando! — gritei. O Damon me puxou no banco e colou nossos lábios, foi tudo tão rápido que não conseguir raciocinar. Só senti meu corpo estremecer e minhas pernas bambearem. Seus lábios doces tocaram os meus, me forçando a abrir a boca. Sua língua tocou meu lábio inferior, chupando levemente. Quando ele me soltou, m@l conseguir me mexer na cadeira. — Agora eu sou seu namorado. — ele sorriu e destravou a porta do carro. Dei graças a Deus pelos vidros serem escuros e torci para que ninguém notasse que passamos tempo de mais ali dentro. Sai do carro, batendo a porta com força, minhas pernas estavam tão bambas que quase cai ao subir as escadas. O nervosismo me dominou e senti minha respiração falhar. Corri direto para o escritório do meu pai e entrei, abrindo a porta com força. Minha mãe estava sentada no colo do meu pai, o beijando. Eles sempre viviam se tocando pelos cantos e já havia me acostumado com as cenas. — Você não bate mais, Sofia? — minha mãe reclamou, se levantando. — Papai, eu não quero um segurança. Eu não quero aquele Damon, eu o odeio. Eu não quero ele como meu segurança. — O que houve, querida? Ele fez alguma coisa? — Não, mas… a presença dele me irrita. Por que temos que ir no mesmo carro? — Para você não fugir, não é possível que vá fugir com o segurança dentro do seu carro. — minha mãe falou. — Mamãe, a senhora não entende. Ele é um… Ele é arrogante, cínico. — Ele está apenas fazendo a sua segurança, Sofia. Ele não precisa ser seu amigo. E ele está fazendo além do seu trabalho. - meu pai, afirmou. — E tem que ser ele? — Eu confio nele. — E também pela sua descrição sobre ele, acho até que ele é perfeito. — minha mãe falou. — No começo não gostei da ideia, mas agora estou adorando. — Ela sorriu e cruzou os braços. — Por que vocês estão me castigando? Me deixaram sem carro e ainda me enfiaram num carro com aquele monstro cruell. Por favor, papai. Eu posso me defender sozinha, eu fiz defesa pessoal e sei usar uma arma. — Você o quê? — minha mãe exclamou. Meu pai me olhou com repreensão, aquele era o nosso segredinho. — Eu acho, eu acho que sei usar. É simples só destravar e atirar. — Ai meu Deus! A senhora filha está louca, Nikolai. Dê um jeito nisso. - ela falou, no seu tom dramático. — Tudo bem, querida. — meu pai me olhou, furioso. — O Damon é seu segurança agora, eu confio nele e é assim que vai ser. Entendeu, Sofia? E não vamos falar mais sobre isso. Saia! Me levantei, irritada. E sai pisando firme até o meu quarto. Joguei a mochila no chão com raiva. Estava tão furiosa por não ter dando um belo tapa naquele safado. Como ele pode me roubar um beijo assim? Ele não tinha esse direito!
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