LUNA Acordei com a cabeça latejando, como se alguém tivesse enfiado agulhas entre meus olhos enquanto eu dormia. Uma daquelas dores que parece latejar dentro do crânio, pulsando nas têmporas como se alguém estivesse batendo com um martelo, só pra ter certeza de que você vai lembrar do que fez e desejar nunca mais tomar um gole de álcool. Minha boca estava seca, e o gosto azedo no fundo da garganta era um lembrete nojento de que bebida barata e impulsos ruins não combinam com uma sexta à noite, ou seria sábado? Meu corpo doía como se eu tivesse corrido uma maratona, ou lutado contra um furacão. E talvez tivesse sido mesmo algo assim… mas por dentro. Com esforço, me sentei na cama, os lençóis enrolados em volta das pernas. A luz que entrava pela janela era forte demais pro meu estado.

