MARIA CLARA CAMPOS
— Clarinha, olha, eu tirei dez na em artes!— Penelope corre com alegria em seus olhos até mim dizendo essas palavras, me abaixo e a puxo para meu colo me contagiando com seu sorriso.
— Oh Deus! Princesa, parabéns, merecemos uma boa comemoração, e o que foi que a fez ganhar esse belo dez?— ela pega um papel da sua mão e me entrega, olho com atenção, ela fez uma paisagem com flores, árvores frutíferas e um céu azul, e três pessoas fazendo piquenique e uma entre as nuvens e até que o desenho está maravilhoso para uma menina tão pequena, Penelope tem um dom que o seu pai precisa investir e ajuda-la.
— Somos eu, você, o papai e aqui no céu, é a mamãe como um anjo olhando feliz pra gente.— ela diz com orgulho e com brilho em seus olhos azuis.— Quero da pro papai no aniversário dele na quarta.— Olho para Barney confusa.
— Aniversário?
— Sim Clara, o senhor D'Vacchiano faz aniversário nesta quarta, mas não comemoramos.
— Porque?
— Penelope. Vamos levar esse desenho para mostra para todos? Ele está lindo.— Evelyn vem e pega Penelope que vai com alegria com ela, quando as duas já não estão no hall, Barney volta a falar.
— Foi o dia em que o Massimo conheceu a mãe da Penelope e também, aniversário de casamento deles.— pisco meus olhos surpresa.
— Eles se casaram na data que se conhecera, isso é lindo.
— Sim, mas não é a mesma coisa desde que ela se foi, Massimo simplesmente parou de comemora, se tranca no quarto onde era deles e só vemos ele no dia seguinte, abatido, com o rosto inchado e depressivo.
— Como a Penelope fica nesses dias?— o olha triste de Barney entrega tudo.
— Uma vez peguei ela dormindo na porta do quarto, esperando o pai dela abri, com biscoitos em suas mãos, foi uma cena r**m de se ver, porque aposto que ela ficou chamando por ele, e Massimo afundado pela dor, ignorou.— sinto meu peito doer ao imaginar essa cena.
— Nessa situação toda, a que mais sofre é a pequena, será que ele fara diferente desta vez?
— Eu dúvido, acho que somente um milagre para faze-lo mudar essa terrivel tradição.
Escuto a risada de alegria de Penelope e aquilo me faz tomar uma decisão.
— Pessoal. Podem fica com a Penelope, eu já volto, Barney, me empresta a chave do carro ou pode me levar em um lugar.
— Claro, para onde vamos.
— Vamos falar com o Massimo D'Vacchiano
*****
Nunca tinha entrado aqui, e agora entendo porque a Mandy se veste tão elegante se arruma abessa, a porta gigantesca de vidro, quando ela se abriu, senti o quão intimidante esse lugar é, em especial as pessoas que tranzitam, caminho até a recepção, a moça loira de com olhos escuros me olha com desdém.
— Megan, pode deixar, ela está comigo, e é a babá da filha do chefe.— Barney falou e na mesma hora ela liberou nossa entrada, ele tomou a frente e foi em direção a um elevador oposto dos outros e diz.— esse que vai para a vice e a presidência.
— Sempre gostando de fica superior aos outros.— murmuro ao entra no elevador chique que tinha partes de vidro que dava pra ver o alto de Manhattan distante.
— Sabe que é uma péssima ideia, ele pode...
— Eu sei, mais isso que disse, é demais, Penelope merece comemorar um aniversário do pai junto dele, isso é doloroso pra ele, mas essa menina sofre.
— Ele é nosso chefe, não nos metemos nisso.
— Então pode ir e deixar que eu faça isso sozinha.— quando a porta do elevador no vigésimo quinto anda, eu vou na frente deixando Barney para trás, logo vejo Mandy levanta e nos olhar confusa.
— Maria Clara, Barney? O que...
— Massimo está ocupado?— a corto.
— Não, mas...— saio andando na frente e sem deixar que ninguém me segure, abro a porta, o mesmo estava concentrado no computador e logo parou e me olhou surpreso.
— Clara?! O que faz aqui?
— Senhor D'Vacchiano, precisamos conversa, sobre seu aniversário.— ele automaticamente olho para trás de mim.
— Vocês contaram a ela do meu aniversário?!— a voz dele soou ameaçadora.
— Mandy não tem nada a ver com isso, eu comentei porque a Penelope disse que...
— Está demitido!— todos arregalamos os olhos na mesma hora.
— O que? Eu não podia saber?
— Porque ia se achar em algum direito de tentar fazer algo bom, mas eu não quero que faça nada.— caminho até ele.
— Eu só vim aqui para te dizer que a Penelope está animada com o seu aniversário, fez um presente muito lindo, e achei que falar isso longe dela ia...
— Porque infernos você se mete em tudo?!
— Eu soube que no último aniversário, deixou sua filha, na porta do quarto dormindo te esperando sem ter piedade dela!
— E?
— A menina sente sua falta, falta da mãe, e uma data boa para...
— Para quem? Pra mim? Eu odeio meu aniversário, e sinceramente não importo com quem se importa com essa merda dessa data, porque a única pessoa que algum, dia fazia essa data ser especial, não está mais do meu lado, então vai embora se não, demito você também.
— Se demitir o Barney, eu também me demito!— sinto meus olhos marejados.— Ele não sabia que não podia me contar, nem eu sabia disso, eu só quero tentar ajuda-lo a salvar você e uma menina que é inocente nessa história toda!
— E porque se acha no direito de querer nos salvar?! nunca pedi a sua maldita ajuda!
— Porque gosto de você! E amo a sua filha como se fosse minha filha.
— Ela não é a p***a da sua filha! A única mãe que ela tem e sempre foi, foi minha esposa, a Amy, você é somente uma maldita funcionária que eu dei corda demais, não deveria ter te beijado, tão pouco te tocado!— ele grita e vejo a raiva em seu rosto!
Sinto meus olhos marejados, olho para trás e ambos estão me olhando surpresos.
— Massimo.— minha voz sai como suplica e embargada.
Ele se levanta e vem até mim.
— Te evitei desde ontem porque vi o erro que cometi, confudindo meus sentimentos e hoje percebi que o que tinha, era só desejo acumulado, t***o, ainda bem que não foi consumado.— ouvir essas palavras foi como levar uma facada bem no peito.— A única mulher que vai ter meus sentimentos mais puros, vai ser a Amy, a minha esposa e mãe da minha filha, e nenhuma outra terá essa oportunidade.— engulo seco sentindo uma humilhação sem igual.
— Você...você disse que não era...você falou que não se arrependeu...você...
— Meu p*u falou mais alto quando me beijou.— sinto meu rosto ficar vermelho de ante de tanta vergonha e humilhação.
— Eu fui ingénua demais.— murmuro para mim mesma.
— Teve que acontecer, o que aconteceu, para ter certeza de que era só t***o, e falta de sexo.— sem conseguir me segura, minha mão vai de encontro com o rosto dele, o que o pegou de surpresa.
— Eu tenho pena da Penelope, por ter um pai que nunca se importou com a dor dela e que nunca vai fazer isso. Nunca mais quero olhar, te ver ou ouvir sua voz, eu me demito e te odeio.
Saio de lá sem olhar para trás, ouvindo Barney e Mandy me chamarem e simplesmente a única coisa que quero e fugir dali.
Quando a porta do elevador se abre, Lutero aparece.
— Ei, o que houve?— tento enxugar as lágrimas.
— Eu preciso ir embora.
— Clara!
— Barney, Mandy, eu levo ela, não se preocupe.— eu não falei nada, só queria ir embora.
Quando as portas do elevador estavam prestes a se fechar, vejo Massimo de longe, ele estava na porta do escritório e o olhar que ele lançou parecia ser triste, talvez de pena ou arrependimento.
Rio dos meus próprios pensamentos, não veja coisa onde não tem, agora mais que nunca, precisa fica longe dele, para tira-lo do seu coração.