Capítulo 6

545 Palavras
RICHARD — Então você nunca me contou nada sobre você... — Eu?— Ela me pergunta enquanto se senta em seu sofá e me serve o vinho que eu trouxe mais cedo — O que você quer saber? — Bem ... por que você não é casada?— Eu pergunto a ela — Quantos já fugiram do altar? — Nenhum, estou me guardando para o homem certo — pisco os olhos de maneira inocente —Eu namorei um cara por um tempo... — Quanto tempo? — Oito anos— ela dá de ombros e posso dizer que ela já está desconfortável. — Uau. Oito anos?— O que aconteceu? O que ele fez com ela? Ela pisca os olhos castanhos — Ele te magoou? — Sim. Me chifrou... — Acabou faz tempo? — Cerca de um ano atrás. Não estou com o coração partido... Eu não era nem uma puritana, você sabe... — Eu não faço ideia! — E Luna? — mudo de assunto. — Ego — estou subitamente interessado — Quem terminou com quem? — Eu terminei com ele! — Por causa do chifre? — Sim, satisfeito? Além do mais eu queria casar e... — Ai ele fugiu como um coelho. — Homens fazem isso por isso vivem infelizes... — Eu sou feliz, Caroline. — Se fosse não tava por ai batendo de cinto em virgens. — Caramba, valeu! Ela dá um passo em minha direção e estende sua mão antes de deixá-la cair. — Me desculpe. Eu gosto de você — Ela cora levemente e eu agradeço seu pedido de desculpas. — Está tudo bem. Certo? — OK.— Ela toma outro gole de seu vinho. — O que te faz pensar que Leonardo gosta de mim? — A maneira como ele olha para você, sorri para você. Ele estava te seguindo como um cachorrinho perdido a noite toda e quando não estava, estava te seguindo com os olhos. Tenho certeza que ele cheirou seu cabelo quando a abraçou — Eu digo levantando uma sobrancelha para ela. — Eu tenho um cabelo com um cheiro bom, você deveria cheirar também — ela me estende os fios. — Você sabe o que estou dizendo, Carol. — Eu nunca ...— Ela para antes de franzir a testa como se ela finalmente estivesse conectando os pontos. — Eu não vi isso. Quero dizer ...— ela solta um suspiro antes de engolir o resto de seu vinho. — Nós somos amigos! Eu não o vejo assim de jeito nenhum! — E ele pode olhar sua b***a com t***o mesmo assim. — Que tipo de música você gosta?— Carol muda de assunto. — Um pouco de tudo. — Bom, podemos dançar... Vai ser divertido. E você não precisa fazer nada se não quiser... No nosso próximo encontro... — Quem te disse que terão outros? — Você vai ver!— Ela ri — Vamos Cinderela— ela se levanta me mostrando o caminho da porta. — O que?— Eu pergunto enquanto tomo outro gole de vinho. — É quase meia-noite, eu sei que você provavelmente vai virar uma abóbora logo. Reunião cedo, lembra? — Oh ... Sim. — Até a próxima... Ela me coloca pra fora e fecha a porta. Essa mulher é o d***o.
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