Capítulo 72: Aurora

441 Palavras

O ponteiro do relógio marcou onze e quarenta e cinco. Levantei da beirada do colchão. Os meus pés descalços não faziam barulho no piso do quarto. Destranquei a minha porta e a abri com cuidado para evitar o rangido das dobradiças. O corredor estava m*l iluminado pelas arandelas nas paredes. O quarto de hóspedes ficava a poucos metros de distância. Caminhei até a porta dele. Dei duas batidas baixas na madeira e esperei. A porta se abriu. Riccardo usava uma calça social de tecido escuro e uma camisa branca amarfanhada, com os primeiros botões soltos. O homem que pregava sobre disciplina e noites de sono regradas parecia exausto. O olhar dele estava turvo. Apertei as mãos na frente da barriga, encolhendo os ombros. — Riccardo — chamei, a voz um sussurro instável. Ele não respondeu de i

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