O final da tarde tingia as paredes de pedra da Villa Marino com um tom alaranjado. Alessio estava de pé atrás da sua imensa mesa de carvalho, as mãos repousando sobre uma pequena caixa de veludo n***o. O olhar dele sobre mim não era como o de Mattia, admirando algo único. O olhar do meu pai era o de um fanático adorando o seu próprio reflexo. — Ajoelhe-se, Aurora — ele instruiu, a voz mansa, mas inquestionável. Dobrei os joelhos sobre o tapete persa, abaixando a cabeça. O farfalhar do meu vestido recatado foi o único som no escritório. Alessio contornou a mesa e parou na minha frente. Senti o peso frio do metal tocando a pele do meu pescoço, deslizando pelo exato lugar onde as marcas roxas dos dentes do Sottocapo estavam cuidadosamente escondidas sob a gola alta e a maquiagem pesada qu

