A adrenalina no meu sangue começou a recuar, dando lugar ao frio úmido que irradiava das paredes de pedra de San Giovanni. Deitada de costas no colchão improvisado, puxei o lençol fino para cobrir os meus ombros nus. Mattia estava sentado na beirada do colchão, de costas para mim, abotoando a camisa escura com movimentos calmos. A luz trêmula das velas projetava a sombra larga dos ombros dele contra o altar destruído. A exaustão física pesava nos meus ossos, mas a minha mente operava com uma clareza absoluta. O silêncio compartilhado não era de hesitação; era o terreno onde estávamos desenhando o fim da linha. — O Mensa del Pane — eu disse, a voz ainda um pouco rouca, rompendo a quietude da capela. — Tem que ser lá. É o único lugar onde Beatrice e Caterina estão fora dos muros altos, e

