Capítulo 118

903 Palavras

Capítulo 118 LARA NARRANDO Era difícil de explicar, mas bastava olhar pra nossa filha, tão pequenininha, se mexendo daquele jeitinho dentro da incubadora, e tudo parecia mais leve. O peso no peito, a angústia, a tensão… parecia que diminuía, nem que fosse por umas horas. Maquinista — Tu acredita mesmo que ela vem pra casa em quinze dias? — ele perguntou, me olhando de lado, tinha chegado a poucos minutos na UPA, viu a Maitê e me trouxe de volta pra casa Lara — Eu quero acreditar, Bernardo. Pela primeira vez, eu ouvi isso da boca do médico. Isso já é um sinal. Ele assentiu com a cabeça, calado. A gente virou a esquina e a nossa casa já dava pra ver, com a cortininha azul na janela balançando no vento. Era simples, mas era nosso lar. E se Deus quisesse, logo logo nossa filha estaria

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