📖 CAPÍTULO 26 — DIEGO NARRANDO Sábado | Um convite inesperado Acordei com o quarto ainda meio escuro, abafado, e minha cabeça levemente pesada, mas não de ressaca — era mais aquela exaustão boa de uma noite cheia. Me virei de lado na cama e olhei o relógio no criado-mudo: 16h17. Respirei fundo, estiquei o braço e cocei os olhos com preguiça. Fiquei ali por alguns minutos, deitado, revivendo cada segundo da noite passada como se minha mente tivesse gravado tudo em alta definição. E gravou. Elena. A forma como ela dançava, o jeito que se encaixava nos meus braços. A respiração ofegante no meu ouvido, o sorriso que escapava sempre que ela ficava sem graça… O beijo no estacionamento, as mãos dela nos meus ombros, os olhos brilhando sob a luz dos postes… Aquilo estava preso em mim. Como s

