Ninguém perguntou a Nadine os motivos para ela nunca sorrir. Nem mesmo em um dia tão desejado para muitas mulheres. Se ela pudesse definir em uma palavra, enquanto o carro entrava pelos portões da igreja, uma única palavra: Vazio. Era um vazio que vinha de dentro, lá do fundo da alma. Nadine respirou fundo quando o carro parou, desceu sozinha segurando a barra do vestido que Maria escolheu, em uma mão, e o buquê que irmã Efigênia lhe fez, na outra. Maria estava aguardando ao lado da porta lateral, também usava um vestido branco. - Perfeita. - Ela levou as mãos a boca. - Uma mulher a altura do meu filho. Vem, querida, ajeitei uma salinha para você. Nadine acompanhou a sogra, entrou em uma sala que normalmente era vazia, mas que agora tinha uma espelho grande e um sofá, provavelmente fo

