As coisas nunca estiveram tão normais quanto naquela semana. As vendas estavam indo bem, Felipe estava cuidando da minha loja, o dinheiro que entrava sujo era lavado com cosméticos sem ele nem saber e a comunidade estava melhor que antes. Não tinha mais invasão e ninguém dos nossos morria por causa do suborno que pagamos ao delegado geral. Ele estava na minha mão, literalmente. Caio não gostava disso, dizia que o velho me olhava como um objeto e que queria destruir ele na porrada pra aprender a não olhar a mulher dos outros. Eu levava a sério, é claro, nada com o Caio era brincadeira e eu aprendi isso com o tempo. Rafael ainda não falava comigo, desde o dia que discutimos antes da invasão eu não o vi mais, nem a Diana, o que me dava angustia já que eu sabia que a vaca estava aprontando

