NICOLAU - p***a, preciso descansar de verdade - Abri a porta do meu quarto e me aproximei da cama, tirando a camisa e olhando para Lorenzo com a seringa preparada na bandeja e os dois analgésicos com o copo de água ao lado. - O que foi? - Vamos ao médico, isso pode ser algo grave. - Eu sou o médico Lorenzo, esqueceu? - Dou uma risada irônica, enquanto puxo os cadernos e o notebook de Maya para o lado, me sentando, ela havia possuído de todo o meu quarto, meu banheiro e até meu escritório. Da minha casa. Tinha ela por todos os lados que eu olhava. Eu não reclamaria. Nunca. Agora tudo tinha algo dela, principalmente, o cheiro, o cheiro que fiquei sem por duas semanas. Como um tormento. - Vai precisar de mim? - Ele pergunta, colocando a bandeja ao meu lado e ficando parado na minha

