Capítulo — Navegando em mim. "Deixe-me ser o oceano onde sua alma navega, e eu serei o farol que te guia em cada maré." Hadassa Na minha concepção a partida abala — mesmo quando tem data para terminar — porque o corpo entende ausência antes da mente. O tempo, por mais curto que seja, se alonga quando o amor fica do outro lado da porta. É estranho: sabemos que haverá reencontro, promessa, retorno. Mas ainda assim dói. Dói porque o coração não sabe contar dias, ele só sabe sentir. E quando alguém se torna lar, qualquer distância parece exílio. Talvez seja isso: amar é descobrir que o “logo volto” nunca é rápido o suficiente. E que o exílio não significa anos de reclusão e sim minutos ou dias. Suspiro pensativa. Queria ficar, não queria partir. Meu peito arde e a minha alma está inquie

