Conrado voltou para casa ainda chocado com a revelação de Pillar. Ele tinha dois herdeiros.
Um lindo casal de 8 anos de idade, mas que chamram outro homem de pai durante este tempo.
Conrado sempre desejou ter filhos, e agora que tinha dois não sabia o que fazer com a revelação.
Decidiu então ir falar com seus pais, eles o poderiam aconselhar, e ficariam felizes ao saberem que têm um neto.
- Olá Nana. A minha mãe está?
- Olá meu menino. Ela está no jardim com o seu pai.
- Obrigado Nana.
- Queres que te leve um lanche?
- Sim por favor. E fico para jantar.
Conrado foi ter com os pais que conversavam animadamente.
- Papai, Mamãe. Boa tarde...
- Olá filho. Que surpresa boa.
- Obrigado Pai. Eu.... Eu tinha mesmo que vir hoje..
- O que houve querido?
- Venho da casa da Pillar mamãe. Ela me chamou para uma conversa.
- A sério filho? Vocês se reconciliaram?
- Não Papai. Ela foi tão.... Fria que não toquei no assunto.
- Então porque te chamou?
- Para me dizer que temos dois filhos.
- Como!?.... - José Carlos já sabia mas fingiu estar surpreso.
- Dois filhos!? Um menino e uma menina. Estão com 8 anos de idade.
Feitos à pouco tempo.
- Oh meu amor.. Que maravilha.
Agora vocês têm uma ligação eterna.
- Não sei mamãe. A Pillar está.... Mudada demais e... Ela ainda não conseguiu me perdoar. Ela m*l olhou para mim. Mas, eu também estou decepcionado. Ela escondeu a verdade por orgulho. Mentiu e omitiu.
Não sei se também a posso perdoar por isso.
- Filho! Você partiu o coração dela. Isto não é fácil esquecer.
- Eu entendo mãe. Mas, eu só queria uma oportunidade para provar que estou diferente e arrependido. Para provar que eu a amo mamãe. E o que ela fez também foi errado.
- Filho! Se realmente a amas, vai com calma desta vez. Eu soube que ela está viúva.
- Sim. É verdade. E está grávida.
Ela acha que não percebi.
- Vês!? Essa bebê perdeu o pai a pouco tempo, e ainda nem nasceu. Achas que vai ser fácil para a Pillar aceitar tão rápido outro homem na sua vida?
Pensa nisso.
- O senhor está certo como sempre Pai. E o nosso filho... Chama - se Víctor. Tem o nome dele. Do pai que ele ainda ama...E que sempre vai amar.
- Querido! Isto não quer dizer que ele não pode te amar também.
- Eu sei Mamãe.. E eu estou disposto a tudo. Mas eu não vou desistir da Pillar e nem dos nossos filhos. Só que agora eu também estou zangado.
- Isso mesmo rapaz. Mas, vai devagar. Tens que conquistar o menino primeiro. Seja antes de tudo amigo dele e com o tempo serás pai.
Acredita. Se conquistares ele primeiro, a irmã não vai hesitar em te aceitar também.
- Será que ele vai me aceitar?Eu serei um estranho para os dois.
- Isto só o tempo vai dizer filho. Você e a Pillar chegaram a algum tipo de acordo?
- Sim. Ela vai marcar um encontro para que eu conheça os possa conhecer. E vai conversar com eles hoje.
- Que bom saber disso. Filho! Há outra coisa que deves saber.
- O que é Mamãe?
- O esposo da Pillar morreu antes que ela pudesse contar sobre a gravidez . Então....! Como disse o teu pai, não a pressiones e vai devagar.
- Na verdade eu percebi mamãe. E ela não tirava a mão do ventre, como se estivesse a proteger alguém.
- Bem! Se você notou, prove a ela que também podes amar essa criança como tua, assim como o esposo dela fez com o nosso neto.
- Obrigado mamãe. Eu farei isso sim. E esta será a prova do amor que sinto por ela. Eu prometo para vocês.
Conrado estava disposto a tudo para provar o seu amor por Pillar.
Mas, apesar de desejar fazer isso, também estava zangado. Ela não tinha o direito de o excluir como pai.
Mesmo a amando, poderia esquecer e perdoar?
Pillar olhava para o jardim quando os seus filhos chegaram com Isadora e Beatriz.
- Mamãe, mamãe..
- Meus bebés.... Como foi lá na casa da Vó e do Vô?
- Muito legal mamãe.... - Víctor respondeu.
- Sim. A gente se divertiu muito.
- Estou vendo. Agora vão para o banho, descansem e desçam para o jantar.
Os dois saíram correndo e foram ter com Bia.
- Então amiga. Ele veio?
- Sim Isa. A gente conversou.
- E você está bem?
- Não sei Isa.... Eu achei que.....Achei que se o tratasse com frieza tudo ficaria bem mas.... Estou confusa amiga. E com muito medo.
- Mari... Não te sintas culpada.
- Como não!?. Eu odeio admitir isso mas......Ainda o amo Isabella. Ainda amo aquele i****a que partiu o meu coração.
- Pillar! Não te sintas m*l por isso. Você foi feliz com o Víctor. Ou não?
- Claro que fui. Muito feliz.
- Então! Isto não é uma traição. São apenas sentimentos que andaram presos e agora se soltaram novamente.
- Pode ser. Mas o Conrado jamais vai saber disso. Pelo menos não enquanto não provar que merece o meu perdão e o meu amor.
- Ele sabe que estás grávida?
- Eu não disse nada. Mas, sei que ele percebeu.
- E como ficou a questão do Víctor e da Andressa?
- Falarei com eles depois do jantar. Preciso marcar um encontro entre os três. Não vamos envolver as leis nisso.
Excepto na mudança de sobrenomes.
Ele ficou furioso e decepcionado amuga. Eu fui longe demais.
- Tudo bem. Sabes que podes sempre contar comigo. Eu ajudo eles a entenderem o que se passa.
- Obrigada amiga. Não quero que eles pensem que vão trair o Víctor. Mas que vejam o quanto são sortudos por terem dois pais.
- Você é uma mulher maravilhosa Pillar. Tens um coração bondoso demais e foi isso que o Víctor amou em ti.
- Eu sinto a falta dele amiga.
- Eu sei querida. Mas, não tens que o apagar do coração. Ele te deu este bebé que aí vem. Uma família.
- Verdade. Ele vai estar sempre vivo por meio deles.
- Isso mesmo. Agora vamos comer alguma coisa. Precisas de te cuidar.
Pillar sorriu e seguiu sua amiga. As duas estavam ainda mais unidas, pois assim como ela, Isabella também tinha sofrido uma grande decepção amorosa, mas que terminou em divórcio.
Tinha uma menina de 7 anos que estava com o pai, mas voltaria logo para casa. A relação com o pai da menina era formal, mas Isadora não o odiava.
Ele amava a filha e tornou-se bom pai. Por causa disso, ela o aceitou na vida dela.
E seguindo o exemplo de Pillar, ela só pensava no que seria melhor para o futuro da sua menina.
Mas, Isadora saberia novamente o valor do amor. E este seria verdadeiro, doce e puro.
Um amor digno do seu coração.
Pillar m*l conseguiu dormir. A forma como Conrado a olhou quando disse o nome das crianças ainda estava marcada na sua mente.
Ela não sabia o que fazer. Tinha causado a tempestade, e nela foram apanhadas vítimas bem inocentes.
Seria possível achar a solução?
Pillar sabia exactamente o que precisava fazer.
Os seus filhos tinham o direito de receber o sobrenome do pai biológico.
Para que não fosse necessário chegarem aos tribunais, ela decidiu concordar também com as condições de Conrado. Afinal, a vantagem tinha que ser para todos, e não podia ser apenas um dos lados a sair bem.
Deixando de parte as suas preocupações, Pillar estava decidida a fazer essa mudança.
Afinal, ela não podia pôr em risco o futuro das suas crianças.