Capítulo 25

1305 Palavras
Conrado voltou para casa ainda chocado com a revelação de Pillar. Ele tinha dois herdeiros. Um lindo casal de 8 anos de idade, mas que chamram outro homem de pai durante este tempo. Conrado sempre desejou ter filhos, e agora que tinha dois não sabia o que fazer com a revelação. Decidiu então ir falar com seus pais, eles o poderiam aconselhar, e ficariam felizes ao saberem que têm um neto. - Olá Nana. A minha mãe está? - Olá meu menino. Ela está no jardim com o seu pai. - Obrigado Nana. - Queres que te leve um lanche? - Sim por favor. E fico para jantar. Conrado foi ter com os pais que conversavam animadamente. - Papai, Mamãe. Boa tarde... - Olá filho. Que surpresa boa. - Obrigado Pai. Eu.... Eu tinha mesmo que vir hoje.. - O que houve querido? - Venho da casa da Pillar mamãe. Ela me chamou para uma conversa. - A sério filho? Vocês se reconciliaram? - Não Papai. Ela foi tão.... Fria que não toquei no assunto. - Então porque te chamou? - Para me dizer que temos dois filhos. - Como!?.... - José Carlos já sabia mas fingiu estar surpreso. - Dois filhos!? Um menino e uma menina. Estão com 8 anos de idade. Feitos à pouco tempo. - Oh meu amor.. Que maravilha. Agora vocês têm uma ligação eterna. - Não sei mamãe. A Pillar está.... Mudada demais e... Ela ainda não conseguiu me perdoar. Ela m*l olhou para mim. Mas, eu também estou decepcionado. Ela escondeu a verdade por orgulho. Mentiu e omitiu. Não sei se também a posso perdoar por isso. - Filho! Você partiu o coração dela. Isto não é fácil esquecer. - Eu entendo mãe. Mas, eu só queria uma oportunidade para provar que estou diferente e arrependido. Para provar que eu a amo mamãe. E o que ela fez também foi errado. - Filho! Se realmente a amas, vai com calma desta vez. Eu soube que ela está viúva. - Sim. É verdade. E está grávida. Ela acha que não percebi. - Vês!? Essa bebê perdeu o pai a pouco tempo, e ainda nem nasceu. Achas que vai ser fácil para a Pillar aceitar tão rápido outro homem na sua vida? Pensa nisso. - O senhor está certo como sempre Pai. E o nosso filho... Chama - se Víctor. Tem o nome dele. Do pai que ele ainda ama...E que sempre vai amar. - Querido! Isto não quer dizer que ele não pode te amar também. - Eu sei Mamãe.. E eu estou disposto a tudo. Mas eu não vou desistir da Pillar e nem dos nossos filhos. Só que agora eu também estou zangado. - Isso mesmo rapaz. Mas, vai devagar. Tens que conquistar o menino primeiro. Seja antes de tudo amigo dele e com o tempo serás pai. Acredita. Se conquistares ele primeiro, a irmã não vai hesitar em te aceitar também. - Será que ele vai me aceitar?Eu serei um estranho para os dois. - Isto só o tempo vai dizer filho. Você e a Pillar chegaram a algum tipo de acordo? - Sim. Ela vai marcar um encontro para que eu conheça os possa conhecer. E vai conversar com eles hoje. - Que bom saber disso. Filho! Há outra coisa que deves saber. - O que é Mamãe? - O esposo da Pillar morreu antes que ela pudesse contar sobre a gravidez . Então....! Como disse o teu pai, não a pressiones e vai devagar. - Na verdade eu percebi mamãe. E ela não tirava a mão do ventre, como se estivesse a proteger alguém. - Bem! Se você notou, prove a ela que também podes amar essa criança como tua, assim como o esposo dela fez com o nosso neto. - Obrigado mamãe. Eu farei isso sim. E esta será a prova do amor que sinto por ela. Eu prometo para vocês. Conrado estava disposto a tudo para provar o seu amor por Pillar. Mas, apesar de desejar fazer isso, também estava zangado. Ela não tinha o direito de o excluir como pai. Mesmo a amando, poderia esquecer e perdoar? Pillar olhava para o jardim quando os seus filhos chegaram com Isadora e Beatriz. - Mamãe, mamãe.. - Meus bebés.... Como foi lá na casa da Vó e do Vô? - Muito legal mamãe.... - Víctor respondeu. - Sim. A gente se divertiu muito. - Estou vendo. Agora vão para o banho, descansem e desçam para o jantar. Os dois saíram correndo e foram ter com Bia. - Então amiga. Ele veio? - Sim Isa. A gente conversou. - E você está bem? - Não sei Isa.... Eu achei que.....Achei que se o tratasse com frieza tudo ficaria bem mas.... Estou confusa amiga. E com muito medo. - Mari... Não te sintas culpada. - Como não!?. Eu odeio admitir isso mas......Ainda o amo Isabella. Ainda amo aquele i****a que partiu o meu coração. - Pillar! Não te sintas m*l por isso. Você foi feliz com o Víctor. Ou não? - Claro que fui. Muito feliz. - Então! Isto não é uma traição. São apenas sentimentos que andaram presos e agora se soltaram novamente. - Pode ser. Mas o Conrado jamais vai saber disso. Pelo menos não enquanto não provar que merece o meu perdão e o meu amor. - Ele sabe que estás grávida? - Eu não disse nada. Mas, sei que ele percebeu. - E como ficou a questão do Víctor e da Andressa? - Falarei com eles depois do jantar. Preciso marcar um encontro entre os três. Não vamos envolver as leis nisso. Excepto na mudança de sobrenomes. Ele ficou furioso e decepcionado amuga. Eu fui longe demais. - Tudo bem. Sabes que podes sempre contar comigo. Eu ajudo eles a entenderem o que se passa. - Obrigada amiga. Não quero que eles pensem que vão trair o Víctor. Mas que vejam o quanto são sortudos por terem dois pais. - Você é uma mulher maravilhosa Pillar. Tens um coração bondoso demais e foi isso que o Víctor amou em ti. - Eu sinto a falta dele amiga. - Eu sei querida. Mas, não tens que o apagar do coração. Ele te deu este bebé que aí vem. Uma família. - Verdade. Ele vai estar sempre vivo por meio deles. - Isso mesmo. Agora vamos comer alguma coisa. Precisas de te cuidar. Pillar sorriu e seguiu sua amiga. As duas estavam ainda mais unidas, pois assim como ela, Isabella também tinha sofrido uma grande decepção amorosa, mas que terminou em divórcio. Tinha uma menina de 7 anos que estava com o pai, mas voltaria logo para casa. A relação com o pai da menina era formal, mas Isadora não o odiava. Ele amava a filha e tornou-se bom pai. Por causa disso, ela o aceitou na vida dela. E seguindo o exemplo de Pillar, ela só pensava no que seria melhor para o futuro da sua menina. Mas, Isadora saberia novamente o valor do amor. E este seria verdadeiro, doce e puro. Um amor digno do seu coração. Pillar m*l conseguiu dormir. A forma como Conrado a olhou quando disse o nome das crianças ainda estava marcada na sua mente. Ela não sabia o que fazer. Tinha causado a tempestade, e nela foram apanhadas vítimas bem inocentes. Seria possível achar a solução? Pillar sabia exactamente o que precisava fazer. Os seus filhos tinham o direito de receber o sobrenome do pai biológico. Para que não fosse necessário chegarem aos tribunais, ela decidiu concordar também com as condições de Conrado. Afinal, a vantagem tinha que ser para todos, e não podia ser apenas um dos lados a sair bem. Deixando de parte as suas preocupações, Pillar estava decidida a fazer essa mudança. Afinal, ela não podia pôr em risco o futuro das suas crianças.
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