Terror narrando O silêncio dentro do carro era quase ensurdecedor. Cada um dos meus homens estava focado, atento a qualquer movimento estranho. Eu tava com a mão firme no volante, os olhos grudados na estrada escura que serpenteava até a penitenciária. O rádio chiava de vez em quando, mas ninguém ousava quebrar o silêncio. A tensão era uma corrente elétrica que percorria cada um de nós. — Ô, Terror, confirma a hora aí, já tá quase no momento, parceiro — Bala falou do banco de trás, a voz grave, mas firme. Olhei pro relógio no painel. Três horas em ponto. O horário exato em que a troca de turno acontecia dentro do presídio. — É agora, parceiro. Vamo ficar na visão e sem neurose. Se der merda, o bagulho vai ser rápido, ninguém pensa duas vezes — respondi, mantendo os olhos na estrada.

