Lua narrando Aquela noite parecia nunca acabar. O tempo tava arrastado, cada minuto era uma eternidade. Desde que o Lucas tinha sido preso, mesmo nas piores noites, ele dava um jeito de mandar mensagem, de me avisar que tava vivo, que tava aguentando. Mas naquela noite… nada. O silêncio do celular parecia gritar no meu ouvido. Eu andava pelo quarto como uma maluca, com o coração disparado, a mente cheia de paranoia. Minha mãe e a Sol trocavam olhares o tempo todo, e achavam que eu não tava percebendo. Mas eu percebi. Elas tavam estranhas, caladas demais, andando na ponta dos pés como se tivessem medo de pisar em falso e fazer tudo desabar. — Sol, me fala logo! Que p***a tá acontecendo? — gritei, com os olhos cheios d’água. — Já falei pra você parar com essa merda, Lua! — ela respondeu

