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1556 Palavras

Miguel narrando Eu nunca fui o tipo de homem que entra numa loja pensando em sentimento. Sempre que precisei comprar alguma coisa pra uma mulher, foi simples: caro o suficiente pra não gerar reclamação. Resolvido. Mas dessa vez não era assim. Eu parei o carro numa rua mais tranquila de Angra. Não queria shopping grande, não queria vitrine chamativa. Eu queria algo que não parecesse… compensação. Entrei numa loja menor, elegante. Madeira escura, luz quente, cheiro leve de café e chocolate fino. Silêncio. Fiquei alguns segundos parado, olhando em volta. Joias. Bolsas. Perfumes. Maquiagem. Caixas decoradas. Nada ali parecia com ela. Ana não era brilho exagerado. Não era ouro pendurado no pescoço. Não era etiqueta. Ela era riso na praia. Era pizza às três da manhã. Era conve

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