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1151 Palavras

Ana narrando Bateram na porta. Três batidas rápidas, decididas, do tipo que não pede permissão — anuncia presença. — Ana! — a voz da Bia veio do outro lado. — Abre. Agora. Meu coração quase saiu pela boca. Olhei pra Miguel, que ainda estava ali, parado perto da cama, com aquela expressão fechada de quem já previa confusão. — É a Bia… — sussurrei. — Eu ouvi — ele respondeu seco. — Abre logo antes que ela arrombe. Fui até a porta ainda meio atordoada, puxei o ar e abri. Bia entrou como um furacão. — FINALMENTE — ela falou. — Onde você se meteu ontem? Eu te procurei em tudo quanto é canto. Praia, bar, corredor, elevador… você simplesmente sumiu. — Eu… — comecei, mas não deu tempo. Ela parou no meio do quarto. Virou devagar. E viu Miguel. Muito perto. Muito presente. Muito… Mi

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