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1699 Palavras

Miguel narrando Quando o carro entrou no estacionamento do hospital, eu nem esperei ele parar direito. Abri a porta e saí andando rápido. Augusto vinha logo atrás. Marcelo e Vagner também. O hospital era grande, cheio de gente indo e vindo, enfermeiros passando rápido pelos corredores, cheiro forte de remédio no ar. Mas eu não via nada direito. Só uma coisa. Ana. Eu empurrei a porta da recepção. — Onde ela está? A mulher do balcão levantou os olhos assustada. — Senhor… — A Ana. Ela acabou de chegar de ambulância. Augusto chegou do meu lado. — Calma. Eu bati a mão no balcão. — Eu não estou calmo. Uma enfermeira apareceu. — Ela está na emergência. — Leva a gente até lá. — O senhor não pode entrar assim— — Eu posso. Minha voz saiu baixa. Fria. A mulher percebeu na hor

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