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1672 Palavras

Miguel narrando As portas do elevador se abriram no quinto andar. Ana deu dois passos para fora e quase tropeçou. O corpo dela estava mole, o equilíbrio já tinha ido embora fazia tempo. Ela tentou procurar o cartão na bolsa de novo, nervosa, mexendo rápido demais. — Droga… — murmurou. — Eu preciso entrar logo… tomar banho… dormir… Ela começou a respirar mais rápido, visivelmente irritada consigo mesma. Observei por um segundo. Daquele jeito, não ia dar. — Esquece isso — falei curto. — Vem. Ela levantou o rosto, confusa. — Meu quarto… — Não agora. Antes que ela discutisse, passei um braço por trás das costas dela e outro por baixo das pernas e a peguei no colo de uma vez. Sem aviso, sem cerimônia. — Miguel! — ela reclamou, fraca demais para se soltar. — Eu consigo andar… — Não

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