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1485 Palavras

Miguel narrando A porta fechou atrás deles com um clique seco. Silêncio. Silêncio de verdade, daquele que faz até o ar parecer mais pesado. Eu fiquei parado no meio do quarto por uns dois segundos, respirando fundo, tentando reorganizar a cabeça depois daquele circo todo. Marcelo e Vagner tinham saído quase correndo, tropeçando nas próprias pernas. — Boa noite… — Marcelo ainda tentou dizer, sem coragem de olhar pra trás. — Boa madrugada… — Vagner completou, já do lado de fora. Eu só levantei a mão. — Some. Os dois. Augusto foi o último a sair. Ele parou na porta, me olhou, depois olhou pra Ana, que estava sentada na cama, enrolada no lençol, cabelo bagunçado, cara de quem tinha acabado de sobreviver a um ataque coletivo de s*******o. — Boa noite, Ana — meu pai disse, educado, c

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