O que você o quê? —Daniela, minha melhor amiga de infância, quase cospe seu
refrigerante na minha cara. Estamos no café mais popular da cidade.
"Sim, exatamente o que você ouviu", eu suspiro, brincando com meu canudo.
suco de laranja. Daniela sorri amplamente como se tivesse ganhado na
loteria. Seu cabelo preto cai para os lados do rosto, ele tem aquele tipo de
cabelo que se você não pentear fica bonito. Que inveja! Bom, claro.
Daniela está ao meu lado desde que me lembro, nossa amizade começou no
jardim de infância quando ela enfiou um lápis na minha orelha. Sim, foi um
começo não convencional para uma amizade para toda a vida, mas é assim que
somos, não convencionais e loucos. De alguma forma, nos moldamos uns aos
outros de forma perfeita e sincronizada. Se isso não é uma amizade eterna,
então não sei o que é.
Dani mantém aquele sorriso bobo no rosto.
- Por que você parece tão desanimado com isso? Nós estamos falando sobre
Ares, seu amor frustrado desde que você tinha sete anos ou algo assim.
- Eu já te disse como ele me tratou.
- Mas ele te tratou, Raquel, ele falou com você, percebeu a sua presença neste mundo.
Isso é um começo, muito melhor do que apenas observá-lo de longe como um
perseguidor.
- Eu não o incomodo!
Dani revira os olhos.
- A sério? Você tentará negar para mim que eu vi você assediá-lo desde
as sombras?
- Claro que não, é puro acaso que o vejo à distância quando caminho andando pela cidade.
- Andando pela cidade ou se escondendo atrás de um arbusto?
- Em fim. "Vou cortar o assunto porque não me convém." Você deveria ter
do que para me ajudar, eu preciso encontrar uma maneira de impedi-lo de usar meu wi-fi,
não quero que ele saia impune.
- Por que você não muda a senha?
- Para hackear meu computador novamente? Não, obrigado.
Dani tira o pó de maquiagem e se olha no espelho, alisando o cabelo.
- Eu realmente não sei o que dizer, baby. E se pedirmos ajuda
Andrew?
- Você está brincando? E, pela última vez, Dani, é André, sem s.
- Tanto faz. Ela tira o batom e começa a pintar os lábios de vermelho
bastante vistoso. Ele é bom em computação, não é? Ele não é o nerd da classe
por um motivo.
- Você realmente tem que fazer isso aqui? Não estamos em sua casa -
Eu comento, mesmo sabendo que estou perdendo meu tempo. E sim, acho que ele sabe
disso, ele ajudou Francis em seu projeto de computador.
- Aí está. Dani tira a maquiagem e se levanta. Você vê como
Eu sempre consigo soluções? Abro a boca para falar, mas ela continua. Além do
mais, você sabe qual é o meu conselho para isso?
- Deixe isso para trás?
- Sim, você perde seu tempo, sério.
"Ele é tão ..." Eu suspiro, "perfeito". Dani
ignora minha declaração.
- Tenho que ir ao banheiro, já volto.
Ele se vira e vai embora, recebendo alguns olhares de alguns caras
enquanto passa por suas mesas. A Dani tem um grande talento para a
higiene, ajuda também o seu corpo esguio e alta. Posso dizer que minha
melhor amiga é uma das garotas boazinhas da minha escola.
Brinco com meu sorvete, quando termino meu suco de laranja. Está terrivelmente
quente, mas me alegro com isso. Não quero que o verão acabe porque isso significa
classe e, para ser honesto, meu último ano do ensino médio meio que me assusta.
Ares invade minha mente novamente, e eu me permito lembrar de sua voz junto
com aquele sorriso arrogante da noite anterior. Eu sabia que ele não tinha o melhor personalidade do mundo, quando o observei, percebi o quão frio e
meticuloso ele faz as coisas. É como se fosse um robô, incapaz de
sentir. Parte de mim está esperando que eu esteja errada e que ele seja
realmente doce por dentro ou algo assim.
O alarme do meu telefone toca e eu verifico: treino de futebol. Um
sorriso se forma em meus lábios. É de conhecimento público que toda
terça e quinta-feira, às 17 horas, o time da Ares High School pratica
futebol em um campo público próximo ao meu bairro.
Coloco meu celular na bolsa e pago a conta. Eu me inclino contra a parede em frente ao
banheiro para esperar por Dani, arrastando meus pés impacientemente até minha melhor
amiga se dignar a sair.
Dani levanta uma sobrancelha.
- Achei que íamos jantar aqui.
- Treino de futebol.
- Você está me dizendo que vai me deixar aqui para ir ver muito
de caras bonitos e atraentes possivelmente sem camisa? Ele pergunta, mas eu sei que
ele está brincando.
- Você quer ir?
- Não, assediar caras à distância não é o meu caso, eu sou mais uma ação com
disse caras e você sabe disso. Ele pisca para mim.
"Pare de esfregar sua experiência em mim", eu finjo parecer magoada.
- Pare de ser virgem. "Ele mostra a língua para mim."
- Talvez não seja mais. "Eu também coloco minha língua para fora."
- Sim, claro, pare de guardar sua virgindade com esse seu amor platônico.
- Dani! Não estou guardando nada para
você. Ela desvia o olhar.
- Claro, claro, vá. Deus te livre de perder a chance de ver isso
sem camisa por minha causa.
"Ele nunca tira a camisa", murmuro.
Dani ri.
- É que ele tem você muito m*l, menina má.
- Dani!
- Eu vou ficar quieto. Vá, jantaremos outro dia, não se preocupe.
Com o rosto em chamas, saio do café e caminho na direção da quadra.
Dani é louca, ela sempre fala assim para me incomodar. Mesmo que eu não
tenha experiência com meninos, eu sei o que há para saber sobre sexo. Ainda assim, não posso falar sobre isso sem corar um pouco.
Depois de entrar na quadra, compro meu shake de abacaxi - meu favorito.
-, pego meus óculos escuros, pego o capuz da minha jaqueta para cobrir meus
cabelos e sento na arquibancada em frente ao campo de futebol para apreciar a
vista. Quatro outras meninas e eu somos as únicas no lugar.
Caras preenchem o campo fazendo alongamentos rotineiros. Embora este
seja o time de futebol da prestigiosa escola de Ares, eles são obrigados a
praticar aqui durante o verão. Ares corre pela quadra, vestindo shorts pretos
e uma camisa verde com o número 05 nas costas. Seu cabelo preto
esvoaçava com o vento enquanto ele corria. Eu olho para ele como uma
idiota e esqueço nossa interação na noite passada.
É tão lindo!
Quando a prática termina, o céu estremece com um trovão forte e, sem
aviso, começa a chover. Gotas de chuva fria caem sobre mim; Amaldiçoo para
mim mesma e puxo o capuz da minha jaqueta sobre a minha cabeça. Corro
pelas arquibancadas e passo pelo estacionamento rapidamente, os meninos
estão prestes a sair, então arrisco Ares me ver. Na minha pressa para sair dali,
bato em alguém de uma forma barulhenta.
- Ai! Eu toco meu nariz, olhando para cima. Ele é um dos caras da
time, uma morena alta de olhos claros que parece saído de uma série de
televisão.
- Está bem?
Eu aceno e o passo para o lado para continuar andando. E então
acontece, eu ouço a voz do meu amor frustrado ao longo da vida.
- O que você está fazendo parado aqui na chuva? —Eu ouço Ares
pergunta a morena atrás de mim.
- Eu encontrei uma garota muito estranha, ela estava usando óculos escuros com este
chuva.
Estranho, sua avó, eu acho, e tento ouvir Ares responder através da
chuva, mas eu já fui. Essa foi por pouco.
Ando o mais rápido que posso e suspiro de alívio quando vejo meu caminho para
fora da quadra. Atravesso para a direita para continuar meu caminho para minha casa.
A chuva é forte, mas não vejo nada que possa me cobrir, nem mesmo uma parada de
ônibus. Eu ouço vozes e instintivamente entro em um beco. Com as costas contra a
parede, atrevo-me a dar uma vista de olhos à rua.
O Ares está conversando com uns caras do time, todos têm guarda-chuva, para curso. Eu deveria ter verificado a previsão do tempo!
- Tem certeza que não quer ir conosco? —A morena com quem eu
Eu caí antes da pergunta insistente.
Ares balança a cabeça.
- Não, tenho coisas para fazer em casa.
Seus amigos vão embora e Ares apenas fica parado na chuva como se esperasse
por algo. Eu estreito meus olhos, o que você está esperando?
Ares decide se mudar e para minha surpresa ele não toma a direção de sua
casa, mas na direção oposta. Você mentiu para seus amigos? A curiosidade me faz
tomar uma má decisão: segui-lo.
Está ficando cada vez mais escuro e nos afastamos do centro da cidade,
para ruas mais solitárias. Esta é uma má ideia. O que eu deveria fazer?
Nunca o segui antes, mas estou interessado em saber por que ele mentiu
para os amigos, embora, honestamente, isso não seja problema meu.
Ares não hesita em seus passos como se soubesse exatamente para onde está
indo. Passamos por uma pequena ponte de madeira e a brisa fresca da noite entra
em ação enquanto as nuvens negras engolem o que resta da luz do sol. Eu me
abraço e lambo meus lábios. Onde você planeja ir nesta escuridão?
Não consigo mais ver a estrada, apenas uma estrada de terra que nos leva para
a floresta. Minha confusão aumenta ainda mais porque sei que neste lugar não há
nada além de árvores e escuridão. Ares pula uma pequena cerca no lugar que
menos espero ver: o cemitério da cidade.
Que diabos? Eu nem sabia que dava para chegar ao cemitério da
cidade daqui. E o que ele está fazendo aqui? Oh não. Minha imaginação
corre solta de novo: ele é um vampiro e vem aqui para ponderar se
deve ou não matar sua próxima vítima. Ou pior, ele sabe que o estou
seguindo e me trouxe aqui para sugar meu sangue.
Não, não, não, não posso morrer virgem.
Em dúvida, pulo a cerca pequena. Não acredito que o estou seguindo
até o cemitério. Bendita curiosidade!
Dizer que o cemitério parece horrivelmente fantasmagórico não é o suficiente, as
nuvens negras que ainda escondem um céu semiescuro junto com os pequenos
relâmpagos que iluminam as sepulturas me fazem sentir como se estivesse em um filme
de terror.
Por mais e******o que seja, sigo meu amor platônico por túmulos e árvores
secas que se movem com o vento. Talvez ele esteja vindo visitar alguém mas não há nenhuma morte na família Ares que eu me lembre. Acredite em mim, em uma
cidade pequena você descobre tudo e todo mundo sabe de tudo.
Ares começa a andar mais rápido e eu me esforço para alcançá-lo,
mantendo uma distância segura. Entramos numa zona de mausoléus, que
parecem pequenas casas para quem já não está connosco. Ares vira uma
esquina e eu me apresso para segui-lo, mas quando eu cruzo a esquina, ele
se foi.
Merda.
Mantendo a calma, atravesso aquele pequeno caminho entre mausoléus,
mas não consigo vê-lo em lugar nenhum. Eu engulo em seco, meu coração
bate como um louco no meu peito. Um raio seguido de um trovão me faz
pular de susto. Eu sabia que era uma péssima ideia. Como posso segui-lo até
o cemitério ao anoitecer? Eu me viro, tentando seguir os pequenos caminhos
entre as tumbas por onde entrei. Preciso sair daqui antes que uma dessas
almas decida vir me buscar.
Isso me parece curioso, eu mereço. Outro clarão, outro trovão, e meu
pobre coração está à beira do colapso. Estou passando pela frente de uma
cripta e ouço ruídos estranhos.
Merda, merda, merda.
Não vou ficar para descobrir quem ele é ou o que é. Corro quase
correndo, mas é claro, como sou desajeitada quando tenho medo,
tropeço na raiz de uma árvore e caio de joelhos. Sento na parte de trás
das minhas coxas, sacudindo as mãos quando sinto: algo ou alguém
atrás de mim, uma sombra refletida na estrada à minha frente, uma
sombra informe.
E eu grito, tão alto que minha garganta queima depois disso. Eu me levanto
rapidamente em pânico e me viro para começar a orar em defesa e então o vejo.
ares.
CEMITÉRIO.
Ares está ali na minha frente, em sua camisa de futebol azul escuro que esconde a camisa verde que eu o vi usando no treino, um guarda-chuva na
cabeça e a mão livre no bolso de seu short preto. Ele procura o que é: um garoto rico, esportivo e elegante.Ele parece calmo, como se ele não apenas me assustasse tanto que eu estava prestes a desmaiar. É a primeira vez que o tenho assim diante de mim, sua altura me intimida e seu olhar me cruza, é intenso e gelado.
"Você me assustou", eu acuso, segurando meu peito. Ele não fala nada fica
ali me olhando em silêncio.
Segundos que parecem anos se passam até que um sorriso zombeteiro se
desdobra em seus lábios carnudos.
- Você merece.
- Por que?
- Você sabe porque. Ele vira as costas para mim e começa a caminhar de volta para
os mausoléus. Oh não, de jeito nenhum vou ficar aqui sozinho.
- Esperando! "Estou com pressa e ele me ignora, mas também não parece
irritado com o fato de que eu te sigo como um cachorrinho perdido.
Ares chega a uma clareira e se senta em uma sepultura, colocando seu
guarda-chuva de lado. Eu só fico lá parecendo um i****a. Ele tira um maço de
cigarros do bolso e o isqueiro. Não estou surpreso, sei que ele tem esse hábito.
Que tipo de perseguidor eu seria se não soubesse disso?
Você acende um cigarro e inala, então deixa a fumaça branca sair lentamente
de sua boca. Seus olhos estão à vista, ele parece absorvido em seu pensamentos. Então ele veio aqui para fumar, é uma longa caminhada só por
isso. Embora faça sentido, seus pais não aprovariam que seu filho estrela e
atleta fumasse, sei que ele faz isso com muita cautela e em segredo.
- Você vai ficar aí a noite toda? Como sua
voz é tão fria quando você é tão jovem?
Sento-me em um túmulo na frente dele, mantendo minha distância. Seus olhos pousam
em mim enquanto ele exala a fumaça de seu charuto. Eu engulo, não sei o que estou
fazendo, mas não há nenhuma maneira de eu descer por essa estrada escura sozinha.
- Só estou esperando você não voltar sozinho. —Eu sinto a necessidade de
esclareça porque ainda estou aqui.
A luz das pequenas lâmpadas laranja no cemitério reflete nele, que
me dá um sorriso torto.
- O que você está fazendo aqui, Raquel? "Ouvi-lo dizer meu nome causa
uma sensação estranha de balanço no estômago.
- Vim visitar um parente. -Mentiroso mentiroso. Ares
levanta uma sobrancelha.
- Ah sim? A quem?
- Meu ... Ele é um parente distante.
Ares acena com a cabeça, jogando seu charuto no chão e, em seguida, pisando nele e apagando-o.
- Claro, e você decidiu vir visitar aquele parente sozinho, na chuva e
noite?
- Sim, eu não sabia que já era tão tarde.
Ares se inclina para frente colocando os cotovelos sobre os joelhos,
olhando para mim.
- Mentiroso.
- Desculpa?
- Nós dois sabemos que você está
mentindo. Eu brinco com as mãos no colo.
- Claro que não.
Ele se levanta e eu me sinto impotente sentada na frente dele, então eu também
me levanto. Nos encontramos cara a cara e minha respiração fica rápida e instável.
- Por que você está me seguindo? Eu
molhei meus lábios.
- Não sei do que falas.
Ares caminha até mim e eu recuo covardemente até que minhas costas colidem
com um mausoléu atrás de mim. Ele bate a mão contra a parede ao lado da minha
cabeça, me fazendo pular um pouco.
- Não tenho tempo para seus jogos idiotas, me responda. Minha
respiração está uma bagunça.
- Sério, eu não sei do que você está falando, eu só vim visitar meu ... Alguém
naquela...
- Mentiroso.
Ele está muito perto da saúde do meu pobre coração.
- É uma cidade livre, posso andar onde quiser.
Ares pega meu queixo e me força a levantar minha cabeça e olhar para ele.
Sua mão está quente na minha pele fria. Eu paro de respirar, seu cabelo meio
molhado gruda em seu lindo rosto pálido e perfeito, seus lábios parecem
naturalmente vermelhos e molhados. Isso é muito para o meu pequeno eu. Eu
mal consegui vê-lo de longe, tê-lo tão perto é demais para mim.
Um sorriso presunçoso preenche seus lábios.
- Você acha que eu não sei sobre sua pequena obsessão de infância por mim?
O constrangimento deixa minhas bochechas em chamas e tento olhar para baixo, mas
ele gentilmente segura meu queixo.
"Me solte", eu exijo, pegando seu pulso para remover sua mão e eu tenho sucesso.
Ainda assim, ele permanece na minha frente, sem recuar, seu olhar saindo do
controle do meu coração.
- Você não vai a lugar nenhum até que me responda. "Parece determinado."
"Não sei do que você está falando", repito, tentando ignorar o calor que emana de
seu corpo e aquece o meu.
- Vamos refrescar sua memória, ok? "Eu não gosto de onde você vai
isto-. Você está me assediando há muito tempo, Raquel. Ouvi-lo dizer meu nome
me dá arrepios. O plano de fundo da sua área de trabalho no PC são fotos minhas
que você roubou do meu f*******: e sua chave Wi-Fi inclui meu nome.
Estou sem palavras, ele sabe tudo. Ter vergonha fica aquém de mim, e
este é outro nível de vergonha.
"Eu ..." Eu não sei o que dizer, eu sabia que havia a possibilidade de Ares
sabia da minha obsessão, ele invadiu meu computador afinal.
Sentimentos confusos me invadem. Ele parece tão vitorioso, com total
controle da situação. Posso ver a zombaria e a superioridade em sua
expressão. Ele está gostando de me encurralar e me envergonhar desta maneira. Ele está esperando que eu negue, abaixe a cabeça e o deixe rir do meu
constrangimento.
E aí algo muda em mim e surge o desafio, não quero dar essa satisfação,
cansei de ser a garota tímida que se esconde atrás de piadas e frases
sarcásticas. Sinto a necessidade de provar para o lindo menino que está na
frente que ele está errado sobre mim, que tudo que ele pensa que sabe é
mentira, que sou uma garota forte, independente e extrovertida. Esse lado
desafiador geralmente vem à tona quando me sinto encurralado, é como um
mecanismo de defesa. Basta me esconder nas sombras, basta não dizer a
ninguém o que penso e sinto por medo de ser rejeitado e rejeitado.
Então eu levanto meu olhar e olho diretamente para aqueles olhos azuis
infinitos.
- Sim, eu te assedio.
Dizer que Ares está confuso é um eufemismo. Sua expressão de zombaria e vitória
desaparece para ser substituída por pura confusão. Ele dá um passo para trás,
parecendo atordoado.
Dou a ele um sorriso torto, cruzando os braços sobre o peito.
- Por que está tão surpreso, menino bonito? -Ele não fala nada.
Senhoras e senhores, eu, Raquel Mendoza, deixei minha paixão ao longo da vida
sem palavras.
Ares se recupera, passando a mão pelo queixo como se estivesse
absorvendo tudo.
- Eu não esperava isso, devo admitir. Eu
encolho os ombros.
- Eu sei. "Eu não consigo afastar o sorriso e******o causado por isso
sensação de estar no controle da situação.
Ares lambe os lábios.
- E é possível saber por que você está me assediando?
- Não está claro? Eu digo divertido. Porque eu gosto de você. Os
olhos de Ares ameaçam saltar de seu rosto.
- Desde quando você é tão ... direto?
Já que você me encurralou e tinha toda a intenção de me envergonhar. Eu
corro minha mão pelo meu cabelo úmido e pisco para ele.
- Desde sempre.
Ares ri.
-Achei que você fosse apenas mais uma garota quieta e introvertida que brinca de ser a
inocente, mas aparentemente você é um pouco interessante.
- Um pouco? Huff. Eu sou a garota mais interessante que você já conheceu
tua vida.
- E, pelo que vejo, você também tem uma autoestima decente.
- Assim é.
Ares se aproxima de mim novamente, mas desta vez eu não recuo.
- E o que essa garota interessante quer de mim?
- Você não consegue descobrir isso? Achei que você tivesse o QI mais alto
alta do condado.
Ares ri abertamente, sua risada ecoando em alguns mausoléus.
- Tudo que você sabe sobre mim é incrível, e sim, claro que posso deduzir,
Eu só quero que você diga.
- Acho que já disse o suficiente, cabe a você adivinhar o que eu quero. Ares se
inclina até que nossos rostos estejam a meros centímetros de distância, tê-lo
tão perto ainda me afeta e eu engulo em seco.
- Quer conhecer meu quarto? —A sugestão na voz dele não passa
despercebido, então eu o empurro e balanço minha cabeça.
- Não, obrigado.
Ares franze a testa.
- E então o que você quer?
"Algo muito simples", digo casualmente, "que você se apaixone por mim." Pela
segunda vez naquela noite, Ares ri abertamente. Não sei o que você acha tão
engraçado porque não estou brincando, mas não estou reclamando, o som da sua
risada é maravilhoso. Quando ele para de rir, ele me lança um olhar estranho.
- Você está louca. Por que eu iria me apaixonar por você? Você nem é meu tipo.
- Vamos ver isso. Eu pisquei para ele. E talvez eu esteja louco, mas meu
determinação é incrível.
- Eu posso ver isso. Ele se vira e volta para o túmulo onde estava
sentado antes.
Tentando acalmar a tensão entre nós, eu falo.
- Por que você veio aqui neste momento?
- É quieto e solitário.
- Você gosta de ficar sozinho?
Ares me lança um olhar, colocando outro cigarro entre aqueles lábios vermelhos que eu
gostaria de experimentar.
Digamos que sim.
Percebo o quão pouco sei sobre Ares, apesar de tê-lo assediado por tanto
tempo.
- Por que você ainda esta aqui? "Sua pergunta me ofende." Você me quer
Uau?
- Tenho medo de voltar sozinho.
Ares exala a fumaça do cigarro e toca um espaço ao lado dele antes de
falar.
- Venha, sente-se ao meu lado. Não tenha medo de mim, porque de acordo com isso
Que situação bizarra, eu deveria estar com medo, seu pequeno
perseguidor.
Eu engulo em seco, corando, mas obedeço como uma marionete. Sento-me
ao lado dele e ele continua a fumar. Ficamos em silêncio por um tempo, não
posso acreditar que disse todas essas coisas para Ares. Um arrepio passa por
mim e eu tremo um pouco, já é noite, e apesar de estar escuro posso ver bem.
A lua já abriu caminho por entre as nuvens negras, iluminando o cemitério. Não
é a visão mais romântica do mundo, mas estar ao lado de Ares torna isso
tolerável.
Eu olho para o seu perfil e seus olhos estão no horizonte. Deus, ele é tão
atraente. Como se sentisse meu olhar, Ares se vira para mim.
- O que?
- Qualquer. Eu desviei o olhar.
- Você gosta de ler, não é? "Sua pergunta me pega desprevenido."
- Sim como você sabe?
- Seu computador tinha muitas informações, é como um diário
eletrônico.
- Você ainda não se desculpou por hackear meu computador.
- Eu não vou.
- Você violou as leis federais ao fazer isso, você sabe disso, certo?
- E você estuprou uns três quando me assediou, você também sabe disso, certo?
- Bom ponto.
Meu telefone toca e eu atendo rapidamente, é Dani.
- Sua mãe está me perguntando que horas você chega em casa.
- Diga a ele que estou indo.
- Onde diabos você está? Eu sei que o treino de futebol acabou há muito tempo
momento.
"Eu estou ..." Eu olho para Ares e ele me dá um sorriso malicioso.
Na padaria, ansiava por um donut.
Um donut muito atraente.
- Um donut? Mas se você odeia donuts ... Eu
mordo meu lábio.
- Diga a mamãe que estou indo. —Desligue antes que possa
faça outra pergunta.
Ares mantém aquele sorriso em seus lábios ricos, e eu não posso evitar, mas quero
me perguntar como seria beijá-lo.
- Você acabou de mentir, eu sou seu segredo sombrio?
- Não, é só ... explicar pelo telefone teria sido complicado. -
Antes de perguntar mais sobre o que posso dizer a Dani, falo: "Você
poderia ... vir comigo?" Pelo menos para a rua, daí em diante posso ir
sozinho.
- Sim, claro, mas isso tem um preço. -Se levanta.
- Um preço?
“Sim.” Ele pega seu guarda-chuva e aponta para mim, me forçando a dar um passo para trás.
para evitar que a ponta dele tocasse meu peito. Deixe-me te dar um beijo
onde eu quiser.
Minhas bochechas queimam.
- É ... é um preço alto, não acha?
- Tem medo? Ele diz zombeteiramente. Ou isso é o que ser
extrovertido e corajoso era apenas atuação?
Eu aperto meus olhos.
- Não, parece um preço excessivamente alto.
Ele encolhe os ombros.
- Então, aproveite sua caminhada no escuro. Ele se vira para ir para
sente-se novamente; No entanto, ela me olha com o canto do olho, certificando-se de que não
vou embora sozinho. Mesmo se eu não a beijar, sei que ela não vai me deixar ir sozinho, e a
quem estou enganando? Eu quero aquele beijo também, cada parte de mim pega fogo só de
imaginar.
"Espere", eu digo, mantendo minha atitude extrovertida. Está bem. Ares se
vira para mim novamente.
- De verdade?
- Sim!
Meu coração vai desabar a qualquer momento.
V-podemos ir agora? Ares lambe
os lábios lentamente.
- Preciso do meu incentivo para começar a andar.
- Eu já disse que pagaria o preço.
Seu rosto está a apenas alguns centímetros do meu.
- Você pode me dar sua palavra?
- Sim.
- Vamos ver se isso é verdade.
- O que...? Um suspiro escapa dos meus lábios quando ele se inclina e empurra seu
rosto no meu pescoço, seu cabelo roçando minha bochecha. Ares, o que você está ...? - Minha voz
me falha, tudo me falha com sua proximidade.
Seu hálito quente acaricia meu pescoço, acordando meus hormônios e
instintivamente me aproximo dele.
- Ansiosa, Raquel? Diz meu nome no meu ouvido, regando deliciosamente
arrepios por todo o meu corpo.
Não posso acreditar que isso está acontecendo, tenho Ares colado em mim, seu hálito
quente no meu pescoço, sua mão na minha cintura. Estou sonhando?
- Você não está sonhando. Merda! Eu
disse isso em voz alta.
A vergonha não cabe em meu corpo; entretanto, no momento em que os
lábios de Ares tocam a pele do meu pescoço, esqueço tudo. Ares deixa beijos
molhados ao longo da minha pele, até chegar ao lóbulo da minha orelha e
chupar levemente. Minhas pernas enfraquecem e se não fosse por Ares me
segurando com firmeza, eu já estaria no chão. O que ele está fazendo comigo?
Estou tremendo, pequenos fios de prazer cruzam meu corpo tirando meu fôlego.
Uma pressão nasce na parte inferior da minha barriga e eu não posso acreditar o
quanto isso está me causando apenas por beijar meu pescoço. Sua respiração acelera,
aparentemente eu não sou o único afetado por isso. Quando ele termina seu ataque
no meu pescoço, ele continua a beijar o lado do meu rosto e continua a se mover pela
minha bochecha, até que ele pressiona seus lábios no canto dos meus. Abro a boca em
antecipação, esperando o contato, espero seu beijo, mas nunca vem.
Ares se afasta e me dá um sorriso malicioso.
- Vamos lá.
Estou ofegante e bastante animado. Você vai me deixar assim? Eu quero
perguntar a ele, mas eu paro antes que o apelo deixe meus lábios. Ares.
Ele pega seu guarda-chuva e começa a andar sem se deixar afetar pelo que acabou de
acontecer. Recuperando o controle do corpo e relutantemente, eu o sigo.
Sei que esta noite foi apenas o começo de algo que não sei se vou
conseguir aguentar, mas pelo menos vou tentar.