ARES HIDALGO A viagem de carro é mais incômoda do que eu pensava e me pega desprevenido. Eu limpo minha garganta antes de falar. - Quer que eu te leve na sua casa ou na casa do seu amigo? Eu pergunto, com minhas mãos agarrando o volante do carro nas curvas. Raquel está sentada no banco do passageiro, as mãos no colo. Ela está nervosa? - Minha amiga. "Ela me dá o endereço e o silêncio reina entre nós." Sinto necessidade de abastecer, então ligo o rádio. Uma música em inglês começa a tocar, sua letra roubando um sorriso de Raquel. Te odeio. Eu te amo. Odeio Amar-te. Começo a cantá-la com a intenção de amenizar o desconforto entre nós. Sinto sua falta quando não consigo dormir. Ou logo depois do café. Ou bem quando eu não posso comer. - Nossa,Ares Hidalgo canta.

