ARES HIDALGO Eu estremeço quando vejo Raquel terminar de vomitar. Eu seguro sua cabeça porque ela não consegue mais manter seu corpo de pé ou sentado ou de qualquer outra forma. Eu pego seu rosto em minhas mãos e assopro para refrescar. Seus olhos estão semicerrados e ele me dá um sorriso bobo. "Cheira a cigarro e chiclete de menta", diz ela, rindo. Eu removo alguns fios de cabelo que grudaram em seu rosto de suor. Ela tenta dar um tapa na minha mão, mas não consegue, seus braços não respondem totalmente a ela. - Não precisas de me ajudar, deus grego, estou bem. Eu levanto uma sobrancelha. - Levanta! - Vá e me deixe aqui, vou ficar bem. Não posso deixá-la aqui, mesmo que ela não seja minha pessoa favorita depois de vê-la beijar aquele nerd. Não pense nisso, Ares.

