Bomba A gente parou duas ruas antes do quartel. Motor ligado, vidro fechado. O Mutante conferiu o rádio, o Scooby rodou o pescoço como se fosse aquecimento de futebol, e eu respirei fundo, lembrando da Gabriela falando “sem barulho” — e eu rindo por dentro, porque comigo e “sem barulho” não existe. Mutante: Valendo. Apontei o detonador. A carga estava colada na parede lateral, a mais cega do perímetro. Estudei aquilo ali umas dez vezes: vigia distraído, câmera com dead zone, concreto cansado. Apertei. O mundo tossiu fogo. A parede abriu num abraço torto, pedaços voaram que nem pipa sem linha, o alarme começou a gritar, e a poeira virou cortina no nosso rosto. Bomba: Bora! Joguei o colete no peito e pulei pro banco da frente do blindado. O motorista engatou e entrou no buraco que a gen

