LORENZO Voltei para casa indignado com o que vi e encontrei meus pais jantando. — Chegou na hora certa. — minha mãe falou. — Senta aí, Lorenzo. Só comendo mesmo pra ter paz em algum momento. Se bem que ver o Augusto na casa da Helena me deixou sem fome. — Que cheiro de álcool é esse? Você estava bebendo? — ela ficou brava. — Sim. Estava. Aliás, não tem um vinho não, pra abrir o apetite? — Eu também vou querer. — meu pai disse. — Vai buscar, Nádia. — Você acha que eu tenho cara de empregada? — ela olhou feio pra ele. Meu pai se manteve frio. — Eu tô pedindo como a droga de marido que eu sou. Pode ser a merda da esposa que você deveria ser e trazer a droga da bebida? O clima ficou tenso. Ela jogou o guardanapo de lado e levantou da mesa furiosa. — Mais uma noite normal na família

