Confiança abalada

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HELENA Eu passei a noite toda perturbada com essa história, mas fiquei muito mais estressada no outro dia, quando a detetive esteve na minha casa e contou que o Martin estava em casa e não atrás das grades. — Isso é uma palhaçada. Ele já admitiu o que fez. Por que não o levaram logo para a penitenciária?! — Ele precisa ser julgado. — ela explicou. — E por que não esperou o julgamento na delegacia da cidade? As leis desta cidade não valem de nada. Eu já vi que este criminoso não vai ser punido. — Vamos esperar o processo. Isso deve levar alguns meses. De qualquer forma, ele não pode sair da cidade até que seja julgado. — ela concluiu a história. Se eu encontro esse homem na rua... Ah, mas eu não respondo por mim. O meu pai parece que está num limbo de tranquilidade. Eu entendo q

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