Treze

1132 Palavras
Uzumaki Mayumi. - Como você... Come. - Olho para as tigelas de rámen vazias e ergo a cabeça para Tobirama. - Não me incomodo, só estou surpreso por uma mulher tão firme, séria e forte como você gostar de rámen. - Eu vencia missões com rámen no estômago. Não subestime o poder de um delicioso rámen! - Coloco as mãos na cintura e ele ergue as mãos em forma de rendição - Não estou discutindo, Mayumi-hime. - Me chame somente de Mayumi. - Por que? - Já não possuo um clã então não preciso de formalidades. - Não envelheceu nos últimos anos? Aparenta ter quinze. - Pois, acho que não é possível alguém imortal envelhecer. - Lhe pago mais dois rámen. - Nada feito. - Me levanto assim como ele e diferente do Senju eu coloquei as mãos dentro do casaco. - Você é complicada. - Não fique triste, tem o resto da vida para me aguentar. - Toco o queixo dele e subo os dedos para suas bochechas as apertando o que resulta nele corado. - Você é estranhamente assustador para a maioria do mundo... Mas atualmente é tão... Sentimental. - Está falando besteiras. - Tobirama se afastou e cruzei os braços. - Diga o que quiser mas não vai esconder suas verdadeiras intenções de mim para sempre. - Cruzo os braços atrás das costas. - Vai se casar depois que eu morrer? - O que? Estou rezando para não ter que me casar com você... Na realidade sempre estive, não sou o tipo de pessoa que ficaria em um relacionamento. - Saímos do restaurante e Lupe se levantou nos acompanhando. - Ouvi sua conversa com Mito. - Olho para ele de canto de olho. - Eu tenho que lhe dizer uma coisa. - Konichiwa. - Paramos de andar e Mai sorria gentil enquanto Izuna estava com a cara fechada - Konichiwa. - Eu e Tobirama os saudamos - Se precisar de ajuda para algo, me chame, Mayumi-hime. - Ela é gentil, pode entrar para a lista de pessoas que não vão me irritar. - Arigatō gozaimasu. - Já tem uma data para o grande dia? - Não tivemos tempo de pensar nisso. - Me avise quando decidirem, a levarei aos melhores lugares para noivas, principalmente as lojas. - Fecha os olhos sorrindo e concordei com a cabeça. - Nos vemos depois então. - Izuna falou puxando a esposa e olhei para eles por cima do ombro. - O que deu nele? - Izuna é apaixonado por você desde a infância, nunca percebeu? - Como eu disse, não sou o tipo de pessoa que ficaria em um relacionamento. - Voltamos a andar e soltei o ar. - Quando você se apaixona, você perde, quando você perde só quer ter aquele sentimento de volta, só quer a pessoa de volta. - Olho para ele enquanto íamos em uma direção totalmente nova para mim. - Minha okaasama disse isso, quando meu tio perdeu a esposa. - Nunca me apaixonei, não conheço a sensação. - Coração acelerado, alegria, euforia, respiração acelerada, ansiedade... E pânico junto de sentimentos de desespero quando o relacionamento sofre até mesmo o menor contratempo. - Sinto seu olhar em mim enquanto entrámos em um tipo de floresta secreta. - Está apaixonado para saber sobre isso? - Ou talvez eu tenha lido. - Você é obscuro, Tobirama. Quantas pessoas morreram até você conseguir aperfeiçoar o Edo tensei? - Algumas já estavam mortas. - Olho para ele novamente. - Outras estavam a beira da morte. - Você é inteligente também, além de ser apaixonado pela própria aldeia. - Onde quer chegar? - Sua feição é essa, mas quando estávamos na outra dimensão, antes de você me matar... Ou tentar, eu vi a dor nos seus olhos. Por que? - Eu perdi meus irmãos na guerra, os Uchihas mataram eles. - Por isso seu pai foi pedir ajuda. - Exato. — Ele para de andar e faço o mesmo parando na frente dele. - O que tem para me contar? - Eu ouvi sua conversa com Mito e você disse que sempre quis ser mãe... Mas não um relacionamento. - Exato. Eu adotaria. - Você tem uma resposta para tudo. - Não tudo, não sei como lidar com você. — Fecho os olhos e sorrio minimamente sentindo ele segurar minha mão. - Eu quero lhe mostrar algo. {...} - São lindas. — Mayumi murmurou e suas mãos tocaram as grades enquanto ela olhava para as árvores. - Pensei que fosse gostar. - Pensou certo. — A mão do homem tocou a cintura da mulher que o olhou e ambos se aproximaram de forma com que a cabeça dela ficasse encostada no peito dele. — Por que me trouxe aqui? - É um jardim escondido, com flores raras... Mito o criou. Talvez aqui seja o lugar para pedi-la em casamento da maneira formal. — Ele abriu a mão direita após tirar uma caixa pequena do bolso e a aproximou de Mayumi estendendo o objeto para ela. - Não precisa fazer isso, ser obrigado a ficar comigo e talvez construir uma família. Seu amor... - Eu vou morrer e meu único legado vai ser o posto de hokage, por que não posso ter uma família, mesmo que seja... Uma obrigação? — Mayumi pegou o anel e colocou no dedo o fazendo sorrir. — E sempre podemos nos separar, se desejar. O corpo dela relaxou e sua cabeça voltou a encostar no peito dele que não a soltou por um segundo. Lupe grunhiu e se colocou entre os dois o que resultou no afastamento de ambos, ele pulou nos braços da morena e grunhiu novamente para Tobirama. - Esse lobo me odeia. - As vezes eu gostaria de saber o que ele pensa mas com certeza ele não o odeia, Lupe é tão puro. — Faz carinho nos pêlos do animal e o abraça - Está cega por ele, Lupe quase arrancou meu braço... Três vezes. - Três? - Uma na infância, outra quando supostamente a matei e uma ontem durante a noite quando você estava preparando o jantar. - Talvez ele só não confie em você. - Oh! — Mito falou parando de andar enquanto os dois a olhavam.— Não sabia que estavam aqui. - E já estamos indo, preciso encontrar meu time. — Tobirama falou e Mayumi o olhou de canto de olho - Eu vou treinar. - Está bem... Uzumaki Mayumi. Olho o objeto em meu dedo e Lupe senta no gramado me olhando após cheirar o anel. - Não pode ataca-lo sempre que quiser, Konoha precisa dele. — Ele se aproximou passando a cabeça em meu pescoço e sorri o abraçando. — Eu sinto falta de casa também... Mas Konoha é nosso lar agora. Queria que você ficasse comigo para sempre.
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