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713 Palavras
P.O.V LUNA: Eram exatos duas da manhã quando Arthur chorou pela terceira vez. Levantei-me rápido e o peguei da cama. Como um bebê pequeno pode ter tanto fôlego para chorar?? Os móveis só chegariam mais tarde, portanto ele continuou a dormir comigo. - como pode ser tão pequeno e berrar tanto?_pergunto Quinze minutos mais tarde e Arthur continuava chorando, mesmo no meu colo. O desespero começava a tomar conta de mim e eu só pensava no quanto eu queria chorar junto com ele. - será que é alguma cólica?_pergunto Dou uma leve pressionada sobre a barriga e ele dá um choro agudo me fazendo ter certeza que era isso. - vamos procurar algo para resolver isso_eu digo_vai ficar tudo bem. Pego o meu celular e tento digitar, aparecem várias coisas e eu decido fazer uma compressa de água quente. Ruan nem se quer acorda e eu desisto da ideia de pedir ajuda, eu detestava ter que pedir algo a ele. - você quer que eu cante?_pergunto_eu posso tentar. Começo a cantarolar alguma música que eu ouvia na infância enquanto balanço ele, minutos depois pego a compressa e coloco em cima da barriga. Arthur vai se acalmando aos poucos, enquanto eu continuo a repetir a música. Ele cochila lá pras 3h40min da manhã e eu acabo perdendo o sono. Pego um livro da faculdade e decido ler até que o sono chegue. Olho para Arthur dormindo calmamente do meu lado e aquilo até me traz um pouco de paz. Eu me sentia orgulhosa de ter finalmente o colocado para dormir, mesmo que aquele sono durasse apenas uma hora. (...) Me arrumo e pego uma xícara enorme de café preto, precisava disso para encarar o dia de hoje, eu m*l sabia se conseguiria ficar acordada pelas próximas horas. Começo a tomar enquanto Arthur ainda cochila. - ele não chorou esta madrugada?_Ruan me pergunta assim que passa por mim na sala - ele chorou a madrugada inteira e você nem se quer levantou_eu digo sentindo o mau-humor atingir-me Como ele não tinha escutado um choro tão alto como aquele? - por que não me chamou?_ele pergunta Ignoro a pergunta dele, porque sei que iríamos discutir sem parar dali em diante. - te fiz uma pergunta_ele diz - você pensa que eu sou s***a por acaso?_pergunto - estou esperando a resposta_ele diz - vai se fuder Ruan_eu digo e levanto-me para deixar a xícara na cozinha. Vou pro quarto e arrumo a minha cama e deixo bem a vista as coisas do Arthur, eu havia ligado mais cedo para Marcela, minha irmã, e perguntado se ela podia ficar com Arthur. Ela tem os seus 17 anos e aposto que sabe mais sobre bebês do que eu. Ela aceitou super animada e eu paguei o Uber para ela vir até aqui. - eu não sei muito sobre bebês para te dar uma instrução, a única coisa que eu sei é, se ele chorar muito e sem parar pode ser cólica. Você faz uma compressa e põe na barriguinha dele_eu digo - e quanto vou receber por esse serviço de babá?_ela pergunta - te dou aquela bota que você quer no seu aniversário_eu digo e ela comemora_tenho que ir, qualquer urgência pode me ligar. - certo_ela diz Passo pela sala e Ruan olha-me sem entender, desço as escadas rápido e corro para não perder o meu ônibus. (...) Durante o intervalo da faculdade decido comprar uma coxinha, Felipe me vê e vem até mim. - está sumida garota_ele diz - você também_eu digo e dou risada - estou trabalhando atarde_ele diz - sério? Que ótimo_eu digo_vou lanchar, a gente se vê! Saio dando um tchauzinho e esbarro com Ruan. - o que eu fiz senhor?_pergunto baixo para mim mesma - com quem o Arthur está?_ele pergunta assustado - com você que não é, até porque se ele depender de você vai estar ferrado_eu digo - era só você pedir que eu ficava_ele diz - eu não tenho que te pedir nada, você quis assumir a responsabilidade, e ela m*l começou e você já está caindo fora_eu digo_ainda bem que eu já esperava isso de você. - Luna eu..._ele tenta se explicar, mas eu o interrompo. - não fala mais comigo Ruan_eu digo e saio dali perdendo totalmente a fome
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