ISADORA - CORRENDO PELA VIDA

1038 Palavras

Eu não dormi naquela noite. Fiquei deitada de olhos abertos, ouvindo os passos nos corredores, o ranger das portas e o som distante de um copo quebrando. O bordel nunca dormia — só fingia.Mas dessa vez, eu não queria mais fingir. Meu coração batia rápido, como se já soubesse o que eu ia fazer. Desde que a Vera mandou os seguranças rodarem as delegacias, eu entendi que, se eu não saísse logo dali, seria a próxima a sumir. Esperei até o último cliente sair. Lá fora, o céu ainda estava escuro, mas já dava pra ouvir o barulho da cidade acordando. Peguei a mochila velha que escondia debaixo da cama — dentro dela, só uma muda de roupa, o papel com o endereço e cinquenta reais que eu consegui juntar escondendo notas dos bêbados. Respirei fundo. Meu corpo tremia e as mãos suavam frio. “Vai

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