CHACAL - A PROCURA

767 Palavras

O hospital cheirava a éter, misturado com aquele silêncio falso que só existia ali dentro. Serena ainda dormia, ligada nos aparelhos, corpo frágil escondido nos lençóis brancos. Eu já tinha me acostumado ao barulho ritmado da máquina marcando os batimentos, mas toda vez que apitava diferente, meu coração gelava. Ela tinha despertado rápido, mas voltou a dormir novamente. Passei a madrugada na cadeira dura, corpo pedindo descanso, mas a mente não deixava. Só consegui me levantar quando a enfermeira entrou, conferiu os tubos, ajeitou o soro e disse que ela estava estável. Foi a deixa. Levantei devagar, mas antes de sair, olhei pra ela mais uma vez. Parecia ainda menor naquela cama grande, cabelos pretos espalhados no travesseiro, o rosto marcado de hematomas. O nome “Serena 18” ainda ma

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