O ronco das motos ecoou forte pela viela estreita que levava até a boca. Eram pouco mais de oito da manhã quando Guto e Chacal surgiram juntos, cada um na sua máquina, a poeira levantando atrás das rodas enquanto a comunidade seguia acordando devagar. Os vapores, que já estavam alinhados na entrada, se ajustaram ao vê-los chegar. — Fala, chefe. — Bom dia, Chacal. Bom dia, Guto. — Tranquilidade? Chaa apenas levantou o queixo em cumprimento, o olhar cinza varrendo o ambiente com natural autoridade. Guto fez o mesmo, mas com um aceno mais leve. Os dois pareciam silenciosos demais — e todo mundo percebeu. O movimento voltou ao normal quando eles atravessaram o corredor estreito e subiram a escadinha de cimento que levava ao “escritório”: a sala onde o dinheiro era contado, o fluxo confe

