Júlia olhou pela janela do quarto e suspirou. A noite estava escura e a lua se escondia detrás das pesadas nuvens. O vento abafado e úmido balançou seus cabelos e ela sorriu. Não se lembrava de ter sido tão feliz na vida, nem de se sentir tão completa. Todas as ervas daninhas que pessoas cruéis haviam plantado no seu coração secaram ou morriam, as borboletas do seu estômago voavam felizes num jardim como nenhum outro. Ela m*l podia acreditar que estava livre de Reinaldo, que havia reencontrado o irmão e tinha um namorado lindo e meigo que a fazia sentir uma princesa de contos de fadas. Um conto de fadas como o que a sua mãe contava toda noite, uma das suas poucas lembranças... "...Era uma vez, uma pequena princesinha, tão meiga e pura de coração, que encantava a todos. Cavaleiros, campon

