Hugo estava de joelhos diante da imagem de Nossa Senhora, cumprindo a sua rotina de rezar toda manhã. Na sua prece, pediu que a santa lhe desse força, coragem e sabedoria para lidar com as coisas que não entendia. Como era o caso da reação de Júlia. Na noite anterior, enquanto aguardavam o médico, Hugo ofereceu-se para levar o "impostor" até o quarto, mas Júlia recusou a deixá-lo se aproximar do rapaz. Atordoado pela reação dela, ele curvou-se sobre onde ela estava sentada no chão e disse no seu ouvido: " Confia em mim, Júlia, ele não é o Bruno!" Ela encarou-o assustada, olhos arregalados como de um coelhinho diante de um lobo. Hugo ainda se lembrava de ver o olhar dela se transformando de medo, num olhar de determinação. Ela ergueu a cabeça, e ainda o encarando, disse em voz alta: —

