Fagundes cruzou os braços sobre o peito e parou na frente da porta do banheiro, numa postura que se assemelhava a de seguranças particulares. — Vai ficar mesmo aí parado? — Só estou fazendo o meu trabalho. — E não pode fazer o seu trabalho do lado de fora? — Você sabe que não! — Isso é constrangedor, sabia? O enfermeiro revirou os olhos e suspirou dramaticamente antes de sentar na tampa da privada. — Para a sua própria segurança, é necessário que eu fique aqui, para o caso de um acidente. Levante as mãos para o céu por te permitiram tomar banho sozinho, ou quer que eu te ensaboe? — Nem pense em botar a suas mãos cheias de dedos em mim de novo! — Você tem sorte de ser bonitinho, porque é muito enjoado! — É fácil pra você falar! — Muito! — O enfermeiro sorriu. — Agora, Bruno, acab

