RELATO DE AUTOR.
Gean jamais imaginou que Bri o deixaria tão cedo. Antes de partir de Orlando, ele havia feito tantos planos, e Bri estava em todos eles. Porque ela era a garota que ele amava, porque ele não conseguia imaginar o seu futuro sem ela.
Quando Bri partiu, ele desabou na cama, com o coração completamente despedaçado. Nem mesmo quando a viu deixar Orlando ele se sentiu tão m*al quanto naquele momento. Quando ela deixou a Flórida, o seu coração estava livre, e isso o impulsionou a persegui-la, a conquistar o seu amor, a fazê-la sentir e perceber que o seu amor por ela era muito mais do que apenas casos passageiros.
Ele nunca pensou que ela entregaria o seu coração a outra pessoa em tão pouco tempo. Tinha certeza de que não era fácil conquistá-la, porque, depois de todo esse tempo com ele, ela não conseguia nem mesmo se entregar a ele.
Ele ansiava por ir embora, por voltar pelo caminho que havia percorrido, mas ele já estava lá, e precisava valorizar o sacrifício que seus pais haviam feito para enviá-lo àquela cidade. Ele não podia decepcioná-los. Ele ia seguir com os seus planos, e por que não conquistar o coração de Bri, fazê-la perceber que aquele id*iota com quem ela estava, quem quer que fosse, não era o certo para ela?
Ele não desistiria, não tão facilmente. Precisava descobrir quem era aquele desgraçado que havia roubado o amor de Bri e se livrar dele.
Pensando nisso, começou a desfazer as malas. Enquanto fazia isso, conversava por vídeo com a mãe, que perguntou animadamente sobre Bri, mas Gean disse que ela tinha ido embora porque tinha aulas. Naquela casa, Bri era muito querida. Eles a amavam como nora, esposa e cunhada. Por isso, apoiaram Gean na sua decisão de conquistar o seu amor, mas, infelizmente, ela não queria o mesmo que eles.
...
Barbara andava de um lado para o outro, os dedos se movendo rapidamente, as unhas arranhando a palma da mão. Soltou suspiros pesados enquanto pensava no que fazer para impedir que Eduard a deixasse.
Ela decidiu ligar para ele para confessar a verdade, para contar que havia inseminado Bri, que o filho que Bri esperava era deles, que ela havia implantado o seu óvulo e espermatozoide no útero de Bri, e assim Bri acreditaria que era filho deles.
Como o bebê já estava a caminho, Eduard certamente aceitaria e, assim, a impediria de deixá-lo por chantagem quando ele perdeu a memória.
Ansiosa, ela procurou o celular e discou o número do marido. Ela o convidaria para jantar e lá confessaria que seriam pais. Estava tão ansiosa para dar a notícia que, quando a ligação completou, não conseguiu falar e apenas ouviu os gemidos e suspiros do marido e da amante.
— NÃO! Gritou ela, como se isso pudesse deter o casal infiel. — Eduard! Pare! Não faça mais isso! Berrou, com os lábios próximos ao microfone do telefone.
Barbara gritou tão alto que a sua garganta doeu, mas seu marido não a ouviu porque o motorista ligou o som para abafar o que estava acontecendo lá dentro.
Quando seu chefe ordenou que ele a arrastasse para fora do hotel, para ser rude e cr*uel com ela, ele pensou que Bri teria um dia difícil. No entanto, agora os dois estavam trans*ando lá dentro como dois lunáticos tarados.
Barbara ficou furiosa, puxando os cabelos, rasgando as pernas e jogando tudo no seu caminho. Ela perseguiu os funcionários que vieram no seu auxílio, gritando e empurrando-os porque eles estavam tentando acalmá-la.
Barbara acreditava que Eduard havia mentido para ela sobre ter uma amante, tudo para magoá-la porque ela o havia chantageado por tanto tempo. No entanto, era verdade. Ele tinha uma amante e havia dormido com aquela va*dia depois de discutir com ela.
Barbara acreditava que Eduard havia mentido para ela sobre ter uma amante, tudo para magoá-la porque ela o havia chantageado por tanto tempo. No entanto, era verdade. Ele tinha uma amante e havia dormido com aquela vad*ia depois de discutir com ela.
Depois de destruir tudo no seu caminho, ela queria entrar no banheiro de Eduard, vasculhar as suas gavetas e descobrir quem era a mulher com quem ele a estava traindo.
Ela desceu correndo as escadas, gritando pelas empregadas, e enquanto esperava que elas aparecessem, fixou o olhar na casa que Eduard usava para suas pinturas.
— Eu quero as chaves daquela casa!
— Senhora, ninguém além do Sr. Eduard tem essas chaves.
— Eu disse que quero as chaves! Ela foi atrás da empregada, agarrou-a pelas orelhas e a sacudiu. — Me dê as chaves! Me dê!
Outra empregada veio no seu auxílio, e até o jardineiro entrou para libertar a pobre moça daquela mulher desequilibrada.
— Vocês estão todas demitidos!
— Você não pode nos demitir. Somos funcionárias de confiança do Sr. Eduard, e só ele pode nos tirar daqui.
— Eu disse para saírem, suas delatoras m*alditas! Ela apontou para elas com os dedos. — Vocês... vocês devem saber qual va*dia está tentando roubar meu marido de mim.
As três se entreolharam, mas nenhuma disse nada. Naquela casa, todos eram leais a Eduard. Por isso, ninguém podia trabalhar lá, muito menos entrar, sem a autorização dele.
— Vou descobrir sozinha.
Ela se virou e correu em direção ao ateliê de arte, onde imaginava que Eduard guardava todos os seus segredos, pois ele proibia a entrada de qualquer pessoa. Nem mesmo ela podia ir lá. A única vez que lhe permitiram entrar foi quando soube que Bri tinha sido vista na piscina, e como não a encontrou lá, concluiu que ela tinha ido para aquele lugar.
Ela chegou à pequena casa e tentou forçar a porta, mas era de carvalho. Nada conseguia quebrá-la, e a segurança era reforçada.
Ela se virou, sabendo que havia grandes janelas atrás da porta que davam para a pequena piscina. Tudo estava trancado. Não havia como entrar, então ela pegou uma pedra e a atirou contra o vidro. Era forte, mas não impossível de quebrar. Ela continuou batendo até que um pedaço se soltou e, com um pedaço de p*au, abriu a porta, como uma verdadeira ladra profissional.
Ela conseguiu alcançar a fechadura e destrancá-la, deslizou a janela para o lado e entrou. Uma vez lá dentro, começou a procurar por tudo na casa.
As ligações dos funcionários para Eduard não paravam. Eles não sabiam mais o que fazer, já que o chefe não atendia. Decidiram ligar para o motorista, que desligou a música para ouvir os gemidos excitados do chefe.
— Senhor, chamada de emergência.
Ainda em cima de Bri, ele pegou o celular e checou as chamadas perdidas dos seus funcionários. Ao ouvir a primeira mensagem de voz, deu um pulo.
— Para casa, agora!
O motorista pisou no acelerador. O carro precisava de mais velocidade para realmente arrancar. Eles ignoraram todos os sinais vermelhos até saírem da cidade.
Bri e Easton estavam se vestindo. Ela perguntou por que estavam indo tão rápido, mas ele não disse nada. — Não posso ir para casa com você; minha mãe vai nos ver. Peça ao motorista para parar.
— Não vou pedir isso. Cada segundo é precioso.
Em minutos, eles estavam na mansão. Eduard saiu do carro com a camisa desabotoada, revelando o seu peito peludo e perfeitamente esculpido, como uma barra de chocolate.