Caminho pelas ruas, abraçando a mim mesma, os meus pensamentos perdidos no que a minha mãe disse, que continha tanta verdade. A verdade é que eu realmente não conheço Eduard. Estou com ele há vários meses, e o pouco que sei sobre a sua vida descobri por conta própria e pela pressão que exerci sobre ele para revelar o que o impede de me apresentar à sociedade. E, para ser honesta, não sei se é verdade ou apenas uma desculpa para me manter escondida e solteira. Sento-me num banco vazio, o conflito fervilhando na minha mente. Lembro-me da frieza com que Eduard recebeu a notícia da perda do nosso bebê, de como ele seguiu em frente tão rapidamente enquanto eu ainda sinto esse vazio. Tantas coisas me vêm à mente que, por um instante, acho que concordo com a minha mãe, mas então me lembro da de

