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1192 Palavras
Pov. Wanessa Me despedir de Amy era uma coisa horrível de se fazer. Não só pelo fato dela não estar comigo todo tempo, mas sim pela dependência que meu corpo sente dela. Minha mente me lembra todos os segundos o quanto quero, desejo Amy. Fico imaginando se ela pensa em mim na mesma forma. Se ela sente a necessidade de me ver, tanto quanto sinto a dela. Dirigindo de volta para empresa, saio de meus pensamentos por conta dá ligação de um número desconhecido. Sem tirar o olhar da estrada pego meu celular e atendo. Ligação On _Alo! — pergunto. _Wanessa! Oi, sou eu Regina! — ela fala com a voz um pouco receosa. _Oi. Como conseguiu meu número? — pergunto seca. _Seu pai. Ele me passou! _Entendi! Sobre oque seria? _Eu… Preciso dá sua ajuda! Amo minha filha! Ficar longe dela já é horrível para mim, mas saber que ela não quer me ver. Que ela me odeia, isso tá me matando por dentro! — sua voz parecia fraca, ela parecia prestes a chorar. _Olha Regina… — respirei fundo. Não queria ajudar ela, mas algo dentro de mim, dizia ser a coisa certa a se fazer. Talvez Regina realmente estivesse falando a verdade — Não sei se devo me envolver nisso! Amy está muito chateada com você! _Eu sei… Mas, posso provar que o pai dela é um mentiroso! Ele estava me traindo bem antes! Ahr… que raiva, como ele teve a coragem de colocar minha filha contra mim! Wanessa me ajude, eu te provo a verdade, me ajude a reconquistar a confiança da minha filha! Respirei fundo novamente. Na minha cabeça. Existia uma voz que falava “Não se mete Wanessa! Não faz isso! Não é certo!!” Mas meu instinto falou mais alto. E quanto percebi já falei: _Tudo bem então! Eu te ajudo! _Jura? Ai que bom! Nossa Wanessa não sei como te agradecer! Eu… _Mas com uma condição! Você terá que me provar essa sua história sobre o pai de Amy! Só assim vou te ajudar! Caso o contrário nem me ligue mais! Entendeu? — disse firme. Iria ajuda-la, mas qualquer indício de mentira, essa ajuda acabaria na hora. _Sim! Mesmo assim obrigada pela ajuda Wanessa! _Nao me agradeça ainda! Vá atrás de provas e me ligue assim que as tiver! Essa é a minha condição! Algo mais?! _Não! Era só isso... _Otimo! Então até logo! Ligação off Desligue a ligação, já pensando se fui grossa demais com a mãe de Amy. Mas caso ela estivesse mentindo, era bom para ela saber que comigo não se brinca. Não quero ficar do lado da mentira novamente! Não quero que a Amy, caía em uma mentira novamente, por isso vou a proteger de todas a formas, e descobrirei quem está escondendo a verdade dela. Segui para empresa, pois tinha muito trabalho a fazer. Ainda estava querendo conversar com meu irmão, pois a cena que eles protagonizaram no jantar foi um tanto estranha. Não sabia que eles se conheciam. Queria ter abordado meu irmão pela manhã, mas ele estava em uma reunião. Tentaria novamente, preciso tirar essa história a limpo. Entrei em minha sala, e pedi para que minha secretária Cláudia me atualizar sobre os próximos projetos que precisavam de aprovação. Por ser começo de ano, estávamos cheios de novos projetos e novos clientes! Meu trabalho então, estava sobrecarregado demais, realmente ter Amy como uma ajudante não seria uma má ideia. Tudo bem que ela havia começado a faculdade a pouco tempo, mas nada se compara a por a mão na massa, e ter a experiência de trabalhar na área. Ela aprenderá muitas outras coisas, e ficaríamos mais tempo juntas. “É definitivamente! Isso não seria uma má ideia” — pensei olhando a tela do computador. Minha secretária já havia saído a minutos, e eu estava aérea com sempre, pensando na minha morena. _Fiquei sabendo que você queria falar comigo? — Pedro disse entrando em minha sala, sem ao menos bater na porta. Revirei os olhos, ao ver sua atitude. _Queria sim, pode se sentar! “Maninho” — disse em um tom sarcástico. Ele por sua vez se sentou, me olhando com a típica cara de “não dou a menor importância! Mas pode Falar!” _E então sobre oque seria! — Ele disse já sem paciência. _Gostaria de saber, de onde é que você conhece a Amy!? — Perguntei vendo, sua expressão egocêntrica desaparecer. Deixando transparecer outro Pedro. _Eu… A conheci em um estabelecimento no centro! Não nos demos muito bem de cara. Quer dizer, eu não me dei muito bem com ela… — ele falava com uma expressão de arrependimento — Foi bom você ter tocado nesse assunto. Eu queria falar com ela, pedir desculpas. Pode me passar o contato dela? _Espera como assim? Oque aconteceu?! — perguntei ainda mais confusa. Mas oque será que aconteceu? _Nada demais Wanessa! Eu preciso falar com ela, esse assunto não precisa ser abordado, por mais ninguém além dela. Não tem nada a ver com você. Pode me passar o número dela ou não? _Nao! Isso me diz respeito sim! Ela é minha… — parei quando vi ir falar demais. _Sua Amiga! — ele fala indiferente. “Parece que ele não desconfiou de nada”. _Sim! Por isso me diz respeito sim, caso contrário, se vire para entrar em contato com ela — Ameacei me sentindo uma criança novamente, provavelmente era os ciúmes falando mais alto. Não suportava saber, que meu irmão e Amy se conheciam. _Ciumes dá amiguinha é? — Pedro disse voltando a ser irritante. Revirei os olhos em resposta. _Precupação isso sim! Gosto de proteger minhas amigas! _Bom, isso já é um problema seu. Se não pode me dar o telefone dela. Eu consigo de outra maneira — Ele diz se levantando e parando em frente a porta que estava aberta — Algo me diz que nossa querida madrasta tem o número de Amy! _Pedro… Pedro! Não se meta onde não é chamado! — digo  fitando seu estranho sorriso. _Até parece que você não me conhece né maninha! — ele diz se retirando de minha sala. Pensei em falar algo, mas ele já estava longe. — Deus! — pensava. Mais um para entrar nessa confusão. Minha vida como sempre, me surpreendendo das “melhores” formas. *** Horário de trabalho encerrado. Parti para minha casa, precisava tomar um banho e relaxar antes de ir para faculdade. Em todo esse trajeto pensei em Amy, literalmente ela ficava alojada em minha cabeça. Não teve nenhum momento do meu dia, que eu não tenha pensado nela. O fim dá tarde passou rápido. Quando dei por mim, já estava em meu carro pronta, dirigindo para a faculdade. Em meios de muitos dramas, não pude me esquecer de um que estava dando trégua por hora. Marcelo não havia me procurado mais depois do jantar. Acredito que finalmente se tocou, sobre oque estava acontecendo na vida dele. Mesmo depois dá mentira e tudo, estou torcendo para que ele se acerte com essa tal de Carla, ou assuma pelo menos suas responsabilidades como pai, e homem que um dia ele já foi.
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